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Edna Sampaio se pronuncia após denúncia de rachadinha em seu gabinete

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Reprodução

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A vereadora de Cuiabá, Edna Sampaio (PT), usou as redes sociais na manhã desta quarta-feira (03.05) para se pronunciar a respeito da denúncia de que haveria uma prática recorrente de rachadinha em seu gabinete, desde, pelo menos, o ano passado. A denúncia partiu de sua ex-chefe de gabinete, Laura Natasha Oliveira Abreu, que foi exonerada no final do ano passado. À época, como estava gestante, foi indenizada em R$ 70 mil pela Câmara Municipal.

 

Conforme a denúncia, publicada inicialmente pelo portal de notícias RD News, Laura Abreu teria depositado, a pedido do marido da vereadora, William Sampaio, cerca de R$ 20 mil em uma conta da parlamentar. O valor é referente à Verba Indenizatória (VI) recebida por Laura durante os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2022. Prints e áudios de WhatsApp mostram William fazendo os pedidos. 

 

Em pronunciamento, a vereadora afirmou ter sido surpreendida pela denúncia e se disse vítima de uma campanha que tenta descredibilizar e manchar sua honra. Conforme Edna, o depósito da VI em uma conta em separado é uma prática do gabinete que visa a organização e planejamento dos gastos. A vereadora destacou que, por lei, a verba não é destinada a uso pessoal de chefes de gabinete, mas para custear gastos do exercício do mandato. 

 

Conforme a Lei Municipal Nº 6.628, de 15 de janeiro de 2021, a VI, no valor de R$ 5 mil mensais, deve ser utilizada em compensação a despesas realizadas para cumprir metas do mandato do vereador. Entre as despesas está previsto, por exemplo, atendimento de demandas nas comunidades, supervisão dos trabalhos dos assessores de gabinete parlamentar externo, e visitas nas secretarias e órgãos da administração. 

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“O nosso mandato adota uma sistemática de fazer um depósito em uma conta única. No início não era assim porque não sabíamos exatamente como fazer. Com o tempo nós vimos como era importante fazer uma conta em separado. Essa conta é uma conta derivada da minha conta do Banco do Brasil, mas separada, para que ela não se misture com as minhas despesas pessoais. É uma conta que tem a minha assinatura e a assinatura da chefe de gabinete”, afirmou Edna. 

 

“A vereadora e a chefe de gabinete têm uma conta conjunta e temos um planejamento de uso dessas despesas, dessas atividades que são financiadas pela verba indenizatória. Ela não é uma verba pessoal ou que paga despesas pessoais de ninguém do gabinete. Um mandato político é uma atividade cara, que exige financiamento. A verba indenizatória é de uso coletivo do mandato. Somos uma equipe que faz o trabalho do gabinete. Em nenhum momento esta é uma verba destinada para uso particular ou privado do chefe de gabinete”, enfatizou a parlamentar.  

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Eleições Municipais de 2024

 

Durante a live, Edna afirmou também que seu mandato tem incomodado em razão de sua atuação, focada principalmente na defesa de minorias como a população negra e a comunidade LGBTQIA+. A parlamentar disse acreditar que as denúncias têm interesse político, especialmente após o PT de Cuiabá ter manifestado interesse em lançar candidatura própria para concorrer à Prefeitura da capital no próximo ano.

 

“Peço que nos ajudem a combater as mentiras e a combater aqueles que, por razões políticas, têm feito ataques à honra da vereadora. É muito claro para mim que esses ataques vem de um lugar de incômodo com a atuação da vereadora. Sou do Partido dos Trabalhadores e recentemente o partido afirmou que vamos apresentar candidatura própria para as eleições municipais do ano que vem. Estamos em uma posição de oposição à gestão municipal e estadual, o que causa incômodo”, disse aos seguidores. 

 

 

*Esta matéria foi editada no dia 04 de maio, às 08h42, por ter informado, inicialmente, que o Ministério Publico Estadual (MPE) estaria investigando o caso, o que foi negado, posteriormente, pelo órgão. Leia mais em: Ministério Público nega investigação contra Edna Sampaio

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