O Governo do Estado falha na falta de uma política pública consistente para o Turismo, setor que poderia estar gerando mais empregos, oportunidades e receita. Os biomas de Mato Grosso, belezas naturais do Pantanal, Cerrado e Floresta Amazônica, e a diversidade cultural promovida pelo encontro de brasileiros de diversas regiões do país, não merecem a devida atenção do setor público estadual.
Natureza e Cultura são elementos do negócio do Turismo hoje em Mato Grosso que dependem muito mais da iniciativa dos empresários do setor. Falta tração do Governo do Estado para fazer avençar este setor,. O turismo é apenas mais uma importante atividade que não está na agenda de prioridades. O foco atual parece mesmo ser o desenvolvimento da exploração mineral, em especial a extração de ouro, na contramão da preservação ambiental.
Agro é turismo
O setor de turismo investe seus esforços numa associação que reúne municípios ricos e uma boa ideia: promover o turismo nas regiões do agronegócio. Conforme noticiou o site Só Notícias, a empresária Karina Ferreira Turatt, eleita presidente da Associação Turística do Portal do Agronegócio, nesta última sexta-feira (08). Ela disse que a entidade passa a ser fortalecida com a participação de mais membros.
A gestão agora será de uma diretoria com um um perfil mais empresarial e menos do setor público. A gestão atual, que está encerrando mandato, era formada por membros do setor público, enquanto a nova diretoria, foi constituída por representantes da iniciativa privada, do setor de turismo. “Acredito que a nossa função vai agregar cada vez mais o desenvolvimento e o crescimento do turismo da nossa região como um todo, nos dez municípios que contemplam hoje a associação”, disse a presidente eleita, que é empresária no setor.
A nova diretoria, eleita esta semana, em Sinop, assume em janeiro com mandato de dois anos. Jose Luiz Franz, de Nova Mutum, é o vice-presidente, Luciano Lobo, de Lucas do Rio Verde, o primeiro secretário, Eliane Isernhagem, de Porto dos Gaúchos, a segunda secretária. No conselho fiscal ficam Mauro Dal’agnol, de Sinop, e Verônica Guimarães, de Sorriso.
Um dos trabalhos realizados pela associação é a captação de recursos financeiros para o desenvolvimento de projetos regionais. Inserida nas 15 Regiões Turísticas mato-grossenses no Mapa do Turismo Brasileiro, a região do agronegócio é composta por Sinop, Sorriso, Tapurah, Cláudia, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Nova Ubiratã.

Em relação a matéria, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico esclarece que:
1 – Diferente do que foi divulgado, a Instância de Governança Regional do Turismo (IGR) nas 15 regiões turísticas de Mato Grosso, incluindo a Associação Turística Portal do Agronegócio, atualmente, presidida pela empresária Karina Turatt, faz parte de uma política nacional do Ministério do Turismo, em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec);
2 – Não se trata de uma ação isolada, pois o Governo do Estado organizou o estado territorialmente, para o desenvolvimento do Programa de Regionalização do Turismo (PRT) nas 15 regiões turísticas que devem reunir em suas IGRs, representação do poder público e da iniciativa privada, obrigatoriamente, considerando que ambos são fundamentais no processo de fomento do setor;
3 – Do total das 15 IGRs, 7 contam com CNPJ, estando constituídas como associação (entidade sem fins lucrativos) e outras 2 estão em processo adiantado de formalização para o mesmo formato. As demais se encontram na forma de conselho ou fórum regional de turismo;
4 – A Secretaria Adjunta de Turismo da Sedec sequer foi procurada pela reportagem, mesmo sendo a responsável pela condução em âmbito estadual do Programa. Ressalta-se que o Governo do Estado de Mato Grosso vem realizando diversas outras intervenções através de políticas públicas no turismo, inclusive vultosos investimentos em infraestrutura com a finalidade de melhor receber os visitantes, por meio da implantação de novos equipamentos, melhoria nos acessos e na segurança, como meio de impulsionar a atividade turística e, consequentemente, gerar mais emprego e renda para a população;
5 – A Sedec está à disposição para mais esclarecimentos.


























