O contexto histórico do uso de telas que hoje atravessa o cotidiano da sociedade foi o tema do ensaio audiovisual científico produzido por alunos da disciplina de Comunicação, Educação e Mídias, ministrada pela professora doutora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Aline Wendpap Nunes de Siqueira, com colaboração da mestranda do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO-UFMT), Victória Arruda Germano.
O ensaio audiovisual científico é tema de pesquisas desenvolvidas pelos professores doutores Pedro Pinto de Oliveira e Diélcio Moreira, ambos da UFMT, como parte desse processo de democratização da ciência. Trata-se de uma escritura em imagens e sons entre os pares, referenciada, na inovação da cultura acadêmica.
Para a professora Aline Wendpap, essa nova experiência amplia as possibilidades de conhecimento aos alunos da graduação. “Foi uma experiência muito boa, principalmente para os alunos de cinema audiovisual, que geralmente eles entendem que a função deles, digamos assim, é fazer filmes. E aí acabam deixando um pouco de lado a prática da escrita, da escrita acadêmica. E nessa oportunidade a gente pode unir duas coisas, que é a escrita acadêmica, porque eles tiveram que construir de uma maneira acadêmica o roteiro, nas pesquisas, tiveram que fazer várias pesquisas e adaptando isso para a linguagem audiovisual”.
No processo de montagem do “Ensaio Audiovisual Científico: Infância e Telas” os alunos também utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial (I.A.). O recurso foi a alternativa encontrada pelos acadêmicos na composição do trabalho.
“Alguns por vergonha, timidez, outros por indisponibilidade, então eles decidiram utilizar a inteligência artificial para fazer a narração desses depoimentos, até porque também no caso daria uma impessoalidade que é uma característica de um material acadêmico, científico, então foi nesse sentido. E eu acho que todas essas novas tecnologias, elas podem ter um bom proveito na área científica e acadêmica. Basta a gente saber manuseá-las com equilíbrio. Até com sabedoria, eu diria”, explicou a professora.
Assista ao Ensaio Audiovisual Científico: Infância e Telas
* Julia Munhoz é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO), da UFMT.
























