O empresário Eraí Maggi, sócio proprietário do grupo Bom Futuro, evitou falar sobre uma suposta articulação de seu grupo político para que Otaviano Pivetta (Republicanos) assumisse o lugar de Wellington Fagundes (PL), como pré-candidato apoiado pelo Partido Liberal ao Governo de Mato Grosso.
“Estou aqui falando da Apex, vamos deixar essa política para o ano que vem”, afirmou Eraí, durante inauguração da nova sede Agência de Exportação em Cuiabá, idealizada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD).
Questionado se houve algum movimento para tirar Fagundes da disputa e privilegiar Pivetta, Eraí negou articulação nesse sentido.
“Não. Eu sou um simples ajudador do negócio para fazer Mato Grosso andar”, declarou. E em seguida mudou de assunto: “Temos aqui hoje uma festa da Apex”, comentou. “Vamos vender nossas mercadorias. Política, vamos discutir ano que vem”, finalizou.
Nos bastidores da política do Estado correu a informação de que Eraí tem articulado junto ao alto escalão do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro a retirada do apoio a Wellington Fagundes e o movimento para que a sigla se una ao governador Mauro Mendes (União) e seu candidato à sucessão, o vice Otaviano.
O secretário Ananias Filho, presidente do PL em Mato Grosso, chegou a dar declarações em que apontava para uma possível retirada de apoio a Fagundes. O senador, que pretende buscar a vaga ao Governo, afirma que mantém sua pré-candidatura apesar da resistência dentro do próprio PL. Prefeitos do PL dos três principais municípios do Estado (Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis) também são contrários a um possível apoio a Fagundes e defendem Pivetta na disputa.
























