Coordenadora de laboratório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Luciana Vanni Gatti fez duras críticas à política ambiental adotada pelo governo Mauro Mendes (União), em Mato Grosso. A pesquisadora alertou para os riscos de extinção do Parque Estadual Cristalino II e de catástrofes climáticas semelhantes ao que ocorre atualmente no Rio Grande do Sul. “Esse governador negacionista está na direção oposta do que a gente precisa neste momento”.
Em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, desta segunda-feira (13.05), a pesquisadora disse que a extinção do Parque Cristalino representaria um grande impacto na produção do agronegócio, uma vez que a Floresta Amazônica pode chegar ao ponto de não retorno e o aumento dos eventos extremos. “O Estado de Mato Grossos depende das condições climáticas e isso afeta as condições climáticas. É uma estupidez, é uma ignorância ignorar quais são as consequências disso para a própria população e para o próprio modelo econômico atual”.
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Durante a entrevista, Luciana lembrou que a extinção da unidade de conservação está baseada na política negacionista promovida pelo Governo do Estado. “Esse governador vai levar à quebra econômica do estado. Ele acha que está fazendo o bem, mas é um tremendo tiro no pé. O que vai ser da agricultura com menos chuvas, com temperaturas altas e com eventos extremos?”.
A pesquisadora comparou a situação de Mato Grosso com o que ocorre atualmente no Rio Grande do Sul. Isso porque no primeiro ano de gestão o governador Eduardo Leite (PSDB) mudou 500 normas do código ambiental do Estado. “Esses políticos têm que olhar para o Rio Grande do Sul e entender que o negacionismo mata. Negacionismo causa essas desgraças que estamos passando. Nós já sabemos muito bem qual o papel da floresta no controle do clima”, alertou a pesquisadora.
Luciana explicou que há anos as pesquisas científicas relacionam o aumento do número de mortes com o aumento dos índices de desmatamento. Para a coordenadora do Inpe, é preciso leis mais severas que responsabilizem os gestores pelos óbitos provocados por eventos extremos.
Confira a íntegra da entrevista:





















