O Partido Progressista decidiu e vai ficar na oposição ao governador Pedro Taques (PSDB), durante a eleição de 2018. Dos 44 votos do diretório estadual, 41 foram para não participar do arco de aliança do projeto de reeleição de Taques e 3 abstenções. Não houve nenhum voto a favor do tucano dentro do PP.
O placar demonstra o respaldo político do atual presidente da sigla, o deputado federal Ezequiel Fonseca, que sempre se colocou contra essa aliança. Com a decisão, a partir de agora, o partido definiu que os seus membros estão proibidos de compor com o atual governo, ou seja, ocupar qualquer cargo público ou defender a gestão Taques. A única exceção será para o atual presidente do Intermat, Demilson Nogueira, presidente do PP de Cuiabá, que assumiu o cargo antes da resolução do partido e não é uma indicação política do PP.
“O PP está proibido este ano de participar do governo. O partido será oposição ao governo Pedro Taques. O atual presidente deputado Ezequiel Fonseca será o responsável pela condução das articulações para os cargos de governador, senador e deputado federal”, explicou o vereador Paulo Araújo, que é membro do diretório estadual.
Ainda segundo o vereador, “sempre disse que o deputado Ezequiel Fonseca tem a presidência do partido de fato e de direito”.
Sobre quem o partido irá seguir, Paulo Araújo, em entrevista a Rádio Capital FM, na manhã desta sexta-feira (18), afirmou que o veto do partido foi de caminhar com o atual governo. “Não há veto a nenhum outro nome. Mas, a tendência é seguir com o senador Wellington Fagundes [candidato ao cargo de governador pelo PR]”, afirmou.
Sem o apaio do PP, o governador Pedro Taques continua com apenas quatro partidos e expressão no seu arco de aliança. Além do PSDB, o tucano Taques tem do seu lado o PPS, que atualmente é comandado pelo ex-secretário de Educação Marco Marrafon, o PSB do deputado Max Russi e o Solidariedade do prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio.






















