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Filho de Gonzaguinha vai processar Abílio por uso indevido de música em campanha

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Reprodução

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O uso indevido da música ‘E vamos à luta – Eu acredito é na rapaziada’ na campanha de Abílio Júnior (PODEMOS) deve gerar um processo por violação de direitos autorais ao candidato à Prefeitura de Cuiabá. Em propaganda veiculada desde o começo de outubro, Abílio Júnior traz o trecho “Eu acredito é na rapaziada, que segue em frente e segura o rojão”, da música do consagrado cantor Gonzaguinha. 

 

O cantor, compositor e instrumentista brasileiro, Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha e neto de Luiz Gonzaga, classificou o uso como apropriação indébita e exigiu que as peças publicitárias sejam retiradas do ar e que os direitos autorais da canção sejam pagos. Daniel tomou conhecimento da utilização da música de seu pai na campanha do candidato do PODEMOS após ter acesso à matéria que o PNB Online publicou há cerca de duas semanas. 

 

Leia aqui: Candidatos podem ser processados por uso de músicas consagradas em jingles eleitorais

 

Em entrevista à redação, o filho de Gonzaguinha afirmou que vai processar o candidato e o partido. “O que eu vou fazer agora é cobrar o preço da música e exigir que essa propaganda seja retirada das redes. Enquanto o processo acontece, essa música já foi utilizada, já trouxe benefícios e amparou um candidato na sua busca pela vaga na Prefeitura. As pessoas falam tanto do nosso trabalho ‘só fazem balbúrdia, só fazem bagunça’, por sermos artistas, e usam nossa obra sem autorização? Isso é a normalização do roubo, de uma apropriação indébita. Eu não posso deixar”, afirmou. 

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Diante do acontecido em Cuiabá, Gonzaga pretende somar forças com a classe artística para que isso não aconteça impunemente. “Essa luta não é só minha. Essa luta começou nos meus antepassados e passa por muitos artistas como Fernando Brant, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento. Foram muitas lutas para que nós tivéssemos nossos direitos assegurados”, disse ao mencionar conquistas como o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD ), escritório brasileiro responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais das músicas aos seus autores. 

 

O artista conta que são grandes os prejuízos causados pelo uso indevido de obras intelectuais de terceiros. “Temos contratos com essa música com uma série de marcas muito grandes, como máquinas de débito e até bancos. Essas empresas pagam para utilizar essa música e tem um político utilizando? Eles têm todo o direito de não quererem suas imagens relacionadas a um determinado político. Isso prejudica a classe artística em vários níveis”. 

 

Daniel contou ainda que, confirmando estar ciente do uso, o candidato entrou em contato na tarde desta quarta-feira (28), pedindo desculpas e garantindo que o material não está mais nas redes. O neto de Luiz Gonzaga pede ainda que o político faça uma retratação pública. 

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