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CUIABÁ

Frio desta semana traz riscos à saúde, alerta secretaria

Temperaturas podem cair para 14 °C em Cuiabá, conforme a previsão do tempo.

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O Centro de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde (CIEVS Capital), da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, emitiu nesta terça-feira (27,05) um comunicado de risco à saúde em razão da onda de frio que deve atingir parte do país nesta semana. De acordo com a empresa de meteorologia Climatempo, a temperatura mínima pode chegar a 14 °C na sexta-feira (30.05) em Cuiabá.

Apesar de os valores parecerem amenos em comparação com outras regiões do país, a população cuiabana está adaptada ao calor intenso. Por isso, a redução da temperatura pode provocar impacto significativo na saúde. O alerta destaca cinco principais riscos associados à queda de temperatura: problemas respiratórios, estresse cardiovascular, desconforto térmico, aumento de dores musculares e articulares e maior vulnerabilidade de idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Segundo a Secretaria, o ar mais frio tende a irritar as vias respiratórias, o que pode agravar quadros de asma, bronquite e rinite. Além disso, a tendência de permanência em ambientes fechados durante períodos frios facilita a propagação de vírus, como os da gripe, resfriados e pneumonias.

As mudanças bruscas de temperatura também podem sobrecarregar o sistema cardiovascular. A exposição ao frio provoca vasoconstrição, ou seja, a contração dos vasos sanguíneos para conservar calor, o que pode elevar a pressão arterial. Em pessoas com doenças cardíacas ou hipertensão, essa resposta pode aumentar o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Secretaria alerta para riscos à saúde em razão da onda de frio desta semana
Secretaria alerta para riscos à saúde em razão da onda de frio desta semana (Foto: Prefeitura de Cuiabá)

O desconforto térmico, por sua vez, tende a ser mais intenso em locais onde o clima habitual é quente. Mesmo temperaturas em torno de 20 °C podem ser percebidas como frias em Cuiabá, o que pode causar tremores, mal-estar e sensação de frio extremo. O risco de hipotermia é considerado baixo, mas não é descartado para grupos mais vulneráveis, como pessoas em situação de rua, especialmente se a queda de temperatura vier acompanhada de vento e baixa umidade, como é esperado.

Entre os mais suscetíveis aos efeitos do frio estão os idosos, que têm menor capacidade de regulação térmica e são mais propensos a complicações por doenças crônicas. Crianças pequenas também correm risco, uma vez que seu sistema de termorregulação ainda está em desenvolvimento. Pessoas com diabetes, doenças respiratórias, imunológicas ou cardiovasculares também podem ter seus quadros agravados.

Outro impacto comum do frio é o aumento de dores musculares e articulares. A contração muscular e a alteração da viscosidade do líquido sinovial nas articulações são fatores que podem intensificar sintomas de quem sofre com problemas osteomusculares.

Massa de ar continental

De acordo com a Climatempo, o grande diferencial desta massa de ar frio é que ela deve ter características continentais. Isso quer dizer que o ar de origem polar vai se deslocar pelo interior da América do Sul e não sobre o oceano. A maioria das massas de ar frio que chegam ao Brasil passam mais tempo sobre o oceano e isso enfraquece o poder de resfriamento.

Uma massa de ar frio continental normalmente tem pouca umidade, fazendo com que seu potencial de resfriamento seja muito maior. São as massas de ar frio continentais que conseguem levar o ar gelado para o interior do Brasil, causando temperaturas realmente baixas no interior do Sudeste, no Centro-Oeste e também o fenômeno da friagem em parte da região Norte.

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