Procon/MT

O diretor-geral da empresa Consórcio Rio Verde, Osmar Linares, responsável pela administração do Ganha Tempo, em Mato Grosso, negou irregularidades nos atendimentos realizados nas sete unidades do setor no Estado que foram apontadas em um relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE), divulgado, em junho, deste ano. Linares foi entrevistado pelo jornalista Antero Paes de Barros, na rádio capital FM, nesta quarta-feira (24).
Segundo o relatório da Controladoria Geral, de junho deste ano, o Consórcio Rio Verde está burlando o número de atendimentos no Ganha Tempo, desde a assinatura do contrato de parceria público privada, no governo Pedro Taques. De acordo com o relatório houve um aumento de 40% no valor contratado por atendimento e no número de pessoas atendidas.
Em fevereiro, mais de 87 mil senhas foram distribuídas e o atendimento dos usuários concluído em 30”, senhas computadas como atendidas depois da desistência do usuário e ainda, senhas replicadas e registradas irregularmente. Os prejuízos com este tipo de irregularidade podem chegar a R$ 2 milhões.
Osmar Linares, explicou que o atendimento pode ser realizado em 30” em serviços como o Infocentro, a lan house com internet gratuita e a retirada de documentos. Segundo o diretor, é a quantidade de atendimentos que demonstra o erro operacional da empresa. Isso porque, o atendente deixava de registrar no sistema, o início do procedimento solicitado pelo cidadão, mas, só percebia o equívoco depois de concluir a demanda, solicitar a avaliação do atendimento ao usuário e verificar que não era liberado pelo sistema.
“Ao perceber que não acionou o atendimento no sistema e, portanto, o usuário não tinha como avaliar, o atendente, realizava este processo registrando o início e o encerramento do atendimento e dando para o cidadão avaliar em cinco, seis segundos. Foi um erro operacional, o atendimento existiu e foi validado pelo Estado. Tem um relatório diário que é enviado para que a empresa possa emitir a nota. Foi validado pelo verificador independente”, justificou o diretor do Consórcio Rio Verde.
Quanto ao volume de usuários atendidos, Oscar Linares, afirmou que a demanda foi em janeiro, um mês de férias. “Teve um aumento porque é o mês de janeiro em que as pessoas procuram a Central de Atendimento para resolver a vida, mas, a média foi mantida e continua até hoje”, garantiu.
Já em relação ao valor do investimento de R$ 19 milhões, inferior ao previsto no contrato, para o diretor da empresa,LInares garantiu que não significa que isso seja irregular. “Apresentamos na licitação que iríamos gastar R$22 milhões contra R$ 44 milhões da concorrência. Nós conseguimos fazer por R$ 19 milhões, é uma expertise da empresa. Onde está o problema? Orçamos, antes, em R$ 22 mi e fizemos por R$ 19 mi .Foi feito um chek list e não faltou um prego. Tudo validado pelo governo”, reafirmou Linares.
AUDITORIA
Para o secretário adjunto de Controle Preventivo e Auditoria da CGE, José Alves Pereira Filho, um procedimento administrativo vai ser realizado para que a empresa dê explicações. “A empresa reduziu em R$ 6,5 milhões, o valor do investimento previsto. Segundo ele, ao invés de R$ 25,5 milhões, o Consórcio Rio Verde investiu apenas R$ 19 milhões e, também não colocou o número de servidores previstos nas unidades do Ganha Tempo. “Se ele consegue atuar com menos servidores, a economia com esta redução tinha que ser compartilhada com a administração. Só com o número menor de servidores ele teve uma economia de R$ 1,6 milhão”, contabilizou José Alves.






















