Caro e gentil leitor,
É com a mais apurada atenção — e um leve toque de deleite — que esta autora informa: teve início nesta segunda-feira, dia 23, a tão aguardada (e por muitos temida) temporada da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026, referente ao ano-base 2025.
Sim, meus caros, a dança fiscal começou! E vai “dar baile” em muitos que não se atentarem as novidades para esta temporada.
Os convites foram enviados, e todos aqueles que se enquadram nos critérios devem, sem hesitação, apresentar-se nos salões oficiais — leia-se, os canais da Receita — sob pena de sofrerem consequências nada elegantes, como multas e outras sanções que certamente manchariam qualquer reputação financeira.
E atenção: o prazo estende-se apenas até o final de maio. Como em todo grande evento da temporada, deixar para a última hora é, no mínimo, arriscado. Aqueles que chegam cedo não apenas evitam contratempos, como também podem desfrutar de privilégios — entre eles, a tão cobiçada restituição antecipada, ainda mais charmosa quando recebida via Pix.
Mas não se enganem: a temporada de 2026 chega com novas regras e sutilezas dignas de observação minuciosa.
Entre os cochichos mais comentados nos corredores da alta sociedade fiscal, destacam-se: a ampliação da obrigatoriedade, trazendo novos nomes à lista dos que devem declarar; a manutenção da prioridade para os adeptos da declaração pré-preenchida com restituição via Pix; uma ficha de bens e direitos mais exigente, especialmente para aqueles que ostentam investimentos e ativos digitais; um cruzamento de dados ainda mais rigoroso, digno de olhos atentos e vigilantes; e uma declaração pré-preenchida mais robusta, ainda que exija conferência cuidadosa — pois nem tudo que reluz é ouro, e nem todo dado automático está isento de falhas.
Especialistas — sempre discretos, porém assertivos — alertam: um deslize, uma omissão, uma divergência… e pronto. O contribuinte pode ser convidado a integrar a temida “malha fina”, um destino que ninguém deseja ostentar.
Por isso, contar com um profissional contábil é, mais do que prudente, absolutamente essencial. O Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso – CRCMT, aconselha que é melhor confiar em quem domina as regras desse refinado jogo. Em meio a tantas obrigações, há também espaço para um gesto de nobreza.
Durante a declaração, é possível destinar parte do imposto devido aos fundos da infância e adolescência e aos fundos do idoso — uma prática que não aumenta o valor a pagar, mas transforma tributo em solidariedade. Uma escolha elegante, que permite aos contribuintes contribuírem diretamente com projetos sociais e, quem sabe, deixarem um legado digno de aplausos nos salões da vida real.
E já que falamos em excelência, esta autora não poderia deixar de fazer um elegante anúncio: os ilustres profissionais da contabilidade estão convidados a participar do Summit Contábil — um verdadeiro baile de conhecimento, onde especialistas se reúnem para discutir as novidades do Imposto de Renda 2026, planejamento tributário, tecnologia e as tendências que moldam o futuro da profissão.
Ah, e antes que me esqueça, o Summit será no dia 27 de março, no Auditório do CRCMT, reunirá a corte com os principais nomes da contabilidade do país e será uma oportunidade ímpar para os profissionais contábeis de Mato Grosso. Fica o conselho desta observadora atenta: estejam vigilantes, organizados e bem assessorados. Pois, no grande espetáculo das finanças, informação correta e atualização constante são os verdadeiros diamantes da temporada.
Com toda a discrição e um pouco de ousadia,
Silvia Cavalcante é presidente do CRCMT

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online























