
O juiz João Francisco Campos de Almeida, responsável pelo Núcleo de Inquéritos Policiais, optou por manter a decisão que não concede prisão preventiva ao pecuarista Claudecy Oliveira Lemes, envolvido em investigações sobre desmatamento químico em uma extensão de 81 mil hectares no Pantanal Mato-grossense. A decisão é de 26 de abril.
Após o Ministério Público do Estado de Mato Grosso recorrer da decisão inicial, de 15 de abril, buscando a prisão preventiva, a justiça determinou medidas cautelares diferentes da prisão. Estas incluem a indisponibilidade de 11 fazendas, a apreensão judicial dos animais das propriedades afetadas, o embargo das áreas impactadas e a suspensão das atividades econômicas.
Além disso, foi proibido ao investigado deixar o país. Medidas semelhantes também foram aplicadas ao responsável técnico pelas propriedades, Alberto Borges Lemos, e ao piloto da aeronave utilizada para aplicar os agrotóxicos, Nilson Costa Vilela.
O juiz João Francisco Campos de Almeida, ao reavaliar o pedido de prisão preventiva, decidiu manter sua decisão anterior. O recurso será analisado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Entenda o caso
O fazendeiro Claudecy Oliveira Lemes, denunciado em reportagem nacional do programa Fantástico, da Rede Globo, por gastar R$ 25 milhões em agrotóxicos para desmatar uma área preservada no Pantanal no tamanho de 80 mil hectares, é alvo da Operação Cordilheira, para cumprimento de ordens judiciais de arresto, sequestro e indisponibilidade de bens referente ao desmate químico nas 11 propriedades onde o produto foi utilizado. Pelo crime ambiental cometido ele foi multado em mais de R$ 2,8 bilhões, a maior sanção administrativa já registrada pela Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT). Leia mais aqui.
























