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JÚRI POPULAR

Justiça retoma julgamento de Carlinhos Bezerra por morte de ex-companheira e namorado dela

Filho do ex-governador Carlos Bezerra é acusado de matar Thays Machado e Willian César Moreno, em janeiro de 2023, em Cuiabá.

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Carlos Bezerra
Carlos Alberto Bezerra preso pela primeira vez logo após o crime, em janeiro de 2023. (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri retoma nesta sexta-feira (31.07) o julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, acusado de matar a ex-companheira Thays Machado e o namorado dela, Willian César Moreno. A sessão está marcada para começar às 9h, no Fórum de Cuiabá.

Filho do ex-governador de Mato Grosso Carlos Bezerra, o réu responde por feminicídio e homicídio qualificado. Thays e Willian foram mortos a tiros em janeiro de 2023, em uma residência no bairro Consil, na capital.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, os crimes teriam sido praticados por motivo torpe, com meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. No caso de Thays, a acusação sustenta que o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero.

A sessão será conduzida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. A magistrada rejeitou um novo pedido da defesa para adiar o julgamento e manteve a prisão preventiva de Carlinhos, que permanece detido no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

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O julgamento anterior, iniciado em 21 de julho, não avançou após os advogados deixarem o plenário. A defesa alegou que não teve tempo suficiente para analisar o processo e afirmou ter ocorrido cerceamento de defesa. Para evitar uma nova interrupção, a Justiça determinou que a Defensoria Pública esteja preparada para assumir o caso caso os advogados abandonem novamente a sessão.

A Defensoria, no entanto, também recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso por meio de habeas corpus. O órgão afirma que não teve prazo adequado para preparar a atuação no julgamento. Os promotores Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos classificam as sucessivas tentativas de adiamento como medidas protelatórias.

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