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LIMNOLOGIA

Livro de pesquisadora da UFMT chega à semifinal do Jabuti Acadêmico

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O livro Zooplâncton: a vida invisível na água doce, escrito pela bióloga Thaís de Melo, que também é servidora técnico-administrativa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), alcançou a semifinal do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico. A premiação reconhece e valoriza livros científicos, técnicos, profissionais e didáticos publicados no Brasil.

Resultado da trajetória acadêmica da autora, a obra é a primeira da área de Limnologia — campo dedicado ao estudo dos ecossistemas de água doce, como rios, lagoas e reservatórios — a chegar a essa etapa da premiação. Sua produção contou com recursos do Edital Pró-Extensão 2024 da UFMT.

“O livro foi escrito por mim, ilustrado pela Renata Ramos e lançado no final do ano passado. A maioria das pessoas nem sabe o que é limnologia e pouca gente conhece o zooplâncton. Mas, agora, graças a um livro que nasceu dentro da universidade pública, mais pessoas conhecem esse universo. Deixamos de ser um pouco invisíveis”, afirma.

Thaís destaca que, embora a UFMT seja uma universidade potente, está localizada fora dos grandes eixos de produção acadêmica das regiões Sul e Sudeste, onde historicamente se concentram mais recursos. Para ela, o reconhecimento também representa uma oportunidade de levar o nome da Instituição a outros espaços.

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Divulgação/ XX Congresso Brasileiro de Limnologia

“Este livro carrega o nome da UFMT para fora e só existiu porque houve um edital interno de extensão que acreditou na ideia e financiou o projeto. Quanto mais poderíamos transformar se houvesse apoio contínuo e estruturado às iniciativas de divulgação científica? O talento e as ideias já estão aqui; precisamos de incentivo constante para não deixá-los parar pelo caminho”, questionou.

Além do reconhecimento no Prêmio Jabuti Acadêmico, a autora foi convidada a lançar o livro durante o XX Congresso Brasileiro de Limnologia, realizado em Juiz de Fora.

“Vários pesquisadores me pararam para elogiar a obra e enfatizar sua urgência. O professor Fabio Scarano, por exemplo, ecólogo, curador do Museu do Amanhã e vencedor de dois Prêmios Jabuti, disse que ficou encantado e fez questão de reforçar a importância do projeto”, contou.

Divulgação científica

Independentemente do resultado final da premiação, a autora acredita que o livro pode ampliar a visibilidade da contribuição dos servidores técnico-administrativos para a pesquisa desenvolvida nas universidades públicas.

“Somos uma minoria em termos de direitos e visibilidade institucional e precisamos constantemente cavar espaços para existir, produzir e sermos ouvidas. Como bióloga, faço o papel de tradutora do conhecimento acadêmico e entusiasta da democratização da ciência. Aproximo a sociedade da ecologia e da universidade pública. Uso o zooplâncton para transformar a percepção das pessoas sobre os ecossistemas aquáticos”, concluiu.

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