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CENSO DO IBGE

Mais de 40% dos domicílios em MT utilizam fossas rudimentares para esgotamento sanitário

Condição afeta 41,07% da população, totalizando 1.4 milhão de pessoas residentes em 523 mil domicílios.

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Mais de 40% dos domicílios em MT utilizam fossas rudimentares para esgotamento sanitário
Fossa rudimentar contaminando o solo na comunicade São Gonçalo Beira Rio) (Foto: Vinicius Ramos Moraes)

A forma mais comum de esgotamento sanitário em Mato Grosso é o de “fossa rudimentar ou buraco”, conforme apontaram as novas informações do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) publicadas nesta sexta-feira (23.02). A nova rodada de divulgação traz características dos domicílios brasileiros, como abastecimento de água, destino do lixo, tipo de esgotamento sanitário e abastecimento de água.

Conforme o Censo, a análise do esgotamento sanitário revelou que em 40,93% dos domicílios mato-grossenses onde havia banheiro ou sanitário, a forma mais comum de esgotamento era a “Fossa rudimentar ou buraco”, o que abrange 41,07% da população, totalizando 1.4 milhão de pessoas residentes em 523 mil domicílios.

A categoria “Rede geral ou pluvial” foi registrada em 30,08% dos domicílios, englobando 1.06 milhão de pessoas, representando 29,21% da população com esse tipo de esgotamento. Já a combinação de “Rede geral ou pluvial” e “Fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede” compreendeu 33,98% dos domicílios, onde residiam 1.2 milhão de pessoas.

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A pesquisa também identificou 24,06% dos domicílios com esgotamento sanitário por “Fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede”, abrangendo 887 mil pessoas, enquanto as formas de esgotamento por “Vala”, “Rio, lago, córrego ou mar” e “Outra forma” foram registradas em proporções menores, mas ainda significativas.

Ainda de acordo com o levantamento, 0,42% dos domicílios mato-grossenses, aproximadamente 5 mil residências, não possuíam banheiro ou sanitário, afetando 28 mil pessoas, o que representa 0,8% da população do estado sem acesso a essas estruturas básicas e, consequentemente, sem esgotamento sanitário adequado. A pesquisa abrangeu domicílios particulares permanentes ocupados (DPPO), excluindo os vagos ou de uso ocasional.

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