
O número de municípios de Mato Grosso com mais de 95% de cobertura vacinal infantil aumentou de forma significativa nos últimos anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que, com o lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação em 2023, o estado reverteu a tendência de queda na imunização e alcançou resultados expressivos. Entre os avanços está a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O número de cidades que atingiram a meta para a primeira dose desse imunizante subiu de 81, em 2022, para 107, em 2024.
Outro destaque é o aumento na cobertura vacinal contra a poliomielite. O número de municípios que alcançaram a meta para a Vacina Oral Poliomielite (VOP) passou de 47, em 2022, para 92, em 2024. No mesmo ano, o Ministério da Saúde substituiu a VOP pela Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que é injetável, para aumentar a segurança do esquema vacinal. A iniciativa reforça a estratégia de manter o Brasil livre da poliomielite, doença erradicada no país há 34 anos.
Os avanços são reflexos dos esforços do Governo Federal em fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e a cultura de vacinação no Brasil. Desde 2023, o país tem registrado aumento na adesão à maioria das vacinas do calendário infantil. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o fortalecimento da atenção primária e o apoio de parceiros foram fundamentais para alcançar esses resultados. “Criamos condições para que as vacinas cheguem a todos os brasileiros, principalmente às comunidades mais isoladas”, afirmou.
A Operação Gota, que leva vacinas a áreas de difícil acesso, também foi destacada pela secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel. Segundo ela, em 2023, o número de pessoas vacinadas superou o dos quatro anos anteriores. “Esse esforço conjunto foi essencial para proteger crianças e comunidades em locais remotos”, explicou.
Além dos avanços na cobertura vacinal, o Ministério da Saúde garantiu o abastecimento de todas as vacinas do calendário básico. Entre 2023 e 2024, mais de 604 milhões de doses foram distribuídas aos estados. Para 2025, o orçamento prevê a compra de pelo menos 260 milhões de doses, assegurando a continuidade da imunização em todo o país.
Mesmo com desafios como a escassez mundial de matéria-prima para algumas vacinas, o Brasil conseguiu evitar desperdícios e superar pendências. Em 2024, foram utilizados 12,3 milhões de doses que seriam descartadas, evitando prejuízos de cerca de R$ 252 milhões.























