
O Brasil registrou 1.187 mortes maternas em 2024, ocorridas durante a gestação, no parto ou até 42 dias após o nascimento do bebê, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde. Em Mato Grosso foram 22 óbitos, número que coloca o estado atrás do Distrito Federal (16), mas acima de Goiás (14). No Centro-Oeste, a região somou 104 casos no total.
Entre os estados, São Paulo (157), Bahia (138) e Minas Gerais (94) lideraram o ranking de mortes, concentrando quase um terço do total nacional. Já no Norte, o Pará foi o estado com mais registros (36), enquanto o Maranhão liderou no Nordeste (53).
Segundo especialistas, a maioria das mortes maternas está relacionada a hipertensão (como pré-eclâmpsia e eclâmpsia), hemorragias, infecções e complicações no parto condições que poderiam ser evitadas com assistência adequada desde o pré-natal até o pós-parto.
“O cuidado começa no primeiro atendimento da gestação até o pós-parto e cada etapa exige atenção qualificada e protocolos bem definidos. É importante esclarecer que a saúde da mulher e do recém-nascido estão profundamente conectadas e ambos necessitam de acompanhamento de qualidade, preciso e assertivo, principalmente, se a mãe apresentar qualquer anormalidade ou situação de risco durante sua gestação”, afirma Gilvane Lolato, gerente de Operações da ONA (Organização Nacional de Acreditação).
O dado vai ao encontro o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que celebra no dia 17 de setembro o Dia Mundial da Segurança do Paciente, este ano com foco em gestantes, recém-nascidos e crianças. A entidade estima que cerca de 287 mil mulheres morrem anualmente no mundo em decorrência de complicações na gravidez e no parto, a maioria em países de baixa e média renda.
No Brasil, a mortalidade materna segue como um desafio para o cumprimento da meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que prevê reduzir a taxa global para menos de 70 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030.























