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AGRICULTURA

Mato Grosso tem safra recorde e colhe 111,9 milhões de toneladas de grãos em 2024/25

O avanço é resultado da combinação entre a expansão da área plantada e o aumento da produtividade por hectare.

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Mato Grosso tem safra recorde e colhe 111,9 milhões de toneladas de grãos em 2024/25
Mato Grosso tem safra recorde e colhe 111,9 milhões de toneladas de grãos em 2024/25 – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Mato Grosso deve colher 111,9 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 18,7% em relação ao ciclo anterior e consolida o estado como principal polo agrícola do país.

O avanço é resultado da combinação entre a expansão da área plantada e o aumento da produtividade por hectare. A área cultivada passou de 21,6 milhões para 22,3 milhões de hectares, alta de 2,9%. Já a produtividade média saltou 15,4%, de 4.349 quilos por hectare para 5.020 quilos.

Entre as culturas, a soja teve o maior peso no resultado: a produção passou de 40,4 milhões para 51,3 milhões de toneladas, aumento de 26%. O milho, principal grão produzido no estado, também avançou, de 48,7 milhões para 55 milhões de toneladas (12,9%). Arroz e algodão registraram crescimentos de 59,1% e 8,3%, respectivamente.

O desempenho de Mato Grosso ajudou a impulsionar a safra nacional, estimada em 350,2 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica. O resultado supera em 16,3% a temporada 2023/2024, quando foram colhidas 301,1 milhões de toneladas.

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De acordo com o presidente da Conab, Edegar Pretto, o volume reforça a posição do Brasil como potência agrícola global. “Além da produção inédita de soja, arroz e milho, conseguimos recompor estoques públicos e garantir mais segurança alimentar para o país”, afirmou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou os efeitos do recorde para a economia. Segundo ele, a maior oferta de grãos ajuda a conter a inflação dos alimentos e fortalece a balança comercial brasileira. Já o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que a colheita contribuiu para a redução da insegurança alimentar. “O país saiu do Mapa da Fome e vive um momento de deflação dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros”, disse.

No recorte por produto, a soja alcançou produção recorde de 171,5 milhões de toneladas em todo o país, resultado de condições climáticas favoráveis e maior área semeada. O milho deve fechar em 139,7 milhões de toneladas, aumento de 20,9% sobre o ciclo anterior. Já o arroz somou 12,8 milhões de toneladas, alta de 20,6%, enquanto a pluma do algodão atingirá 4,1 milhões de toneladas, também recorde histórico.

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O levantamento indica que, além de Mato Grosso, outros estados se beneficiaram de melhores condições climáticas, em contraste com a safra 2023/2024, marcada por estiagens prolongadas no Sul. A produtividade média nacional subiu 13,7%, alcançando 4.288 quilos por hectare.

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