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APOLOGIA AO NAZISMO

Mauro Mendes é alvo de representação na PF por gesto que remete a saudação nazista

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O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) protocolou uma representação criminal junto à Polícia Federal contra o governador Mauro Mendes (União Brasil). A acusação decorre de um gesto feito pelo chefe do Executivo estadual durante ato político realizado no último sábado (06/04), na Avenida Paulista, em São Paulo, que teria semelhança com a saudação nazista.

O evento, convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve como pauta principal a defesa da anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Reuniu milhares de manifestantes e contou com a presença de sete governadores aliados. Durante sua fala, Mauro Mendes teria erguido o braço em um movimento interpretado por muitos como uma alusão direta à saudação nazista — gesto reconhecido historicamente como símbolo do regime de Adolf Hitler.

Segundo o documento apresentado pelo Sindjor/MT, o gesto foi feito de maneira “enérgica” e em “contexto político polarizador”, o que reforçaria a sua simbologia autoritária e o enquadramento como apologia ao nazismo, com base no artigo 20, §1º da Lei 7.716/89. A representação também menciona possível violação ao artigo 287 do Código Penal, que trata da apologia de crime ou criminoso.

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A representação destaca ainda que o uso de símbolos, emblemas ou gestos que remetam ao nazismo é passível de punição legal no Brasil, independentemente de intenção alegada. O documento aponta que a ação do governador teria ocorrido em um ambiente “claramente antidemocrático”, agravando sua gravidade.

Gesto de Mauro Mendes causa polêmica nas redes sociais. Saudação foi classificada como “gesto do Elon Musk”

Sindjor cita perseguição contra jornalistas

Em imagens e vídeos nas redes sociais, Mauro Mendes aparece com o microfone em uma mão e o braço direito erguido, com a palma voltada para baixo — gesto comparado à saudação “sieg heil”, típica do nazismo.

Além da acusação criminal, o Sindjor/MT usou a ocasião para denunciar uma suposta campanha de perseguição contra jornalistas no estado, citando quase duas dezenas de processos judiciais movidos por aliados do governo estadual contra comunicadores críticos à atual gestão.

“As ações do governador no estado contra a liberdade de expressão são vistas como uma campanha de perseguição contra jornalistas em Mato Grosso”, diz trecho da representação. “O governador busca silenciar essas vozes, utilizando não apenas o poder de seu cargo temporário, mas também os recursos da estrutura governamental para alcançar esse objetivo perverso”, completa o documento assinado pelo escritório de advocacia Flora, Matheus e Gabeira Sociedade de Advogados.

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Outro lado

O governador Mauro Mendes, por meio da Secretaria de Comunicação de Mato Grosso, informou que o ato de levantar o braço foi  “um simples ato”, uma forma de juramento, como o realizado em atos de formatura, e negou relação com o nazismo. Confira abaixo a nota na íntegra:

“O governador apenas levantou o braço em direção à multidão, como forma de juramento ao compromisso feito de apoiar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. É o mesmo gesto realizado em atos de formatura, posse em cargos públicos, por exemplo.

Beira ao delírio (ou má-fé) atrelar um simples ato como esse a uma ideologia repugnante que discriminou e matou milhões de pessoas”.

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