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BURACO DA MEMÓRIA

Mauro Mendes tenta apagar o seu passado

Em um discurso oportunista, o governador Mauro Mendes tenta apagar o seu passado. Ele ataca o senador Wellington Fagundes e a médica e empresária Natasha Slhessarenko alegando que os dois não têm experiência administrativa para governar Mato Grosso. Tenta apagar o que ele foi na política: um empresário com zero experiência em gestão pública que se elegeu prefeito de Cuiabá.

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A estratégia eleitoral do governador Mauro Mendes (União) para tentar se eleger senador e para tentar eleger o vice Otaviano Pivetta (Republicanos) é 1) apagar o que ele já foi e 2) esconder o que o eleitor não pode saber. Ele arrota experiência, mas foi candidato a prefeito de Cuiabá sem nenhuma experiência de gestão pública, assim como o ex-governador Blairo Maggi. A lógica esperta funciona só para eles e não para os adversários. A gente pode, os outros não.

“Apoio é importante, mas quem governa é quem vai estar sentado lá, e ele [Wellington] não tem experiência nenhuma”, afirmou o governador, mais uma vez colocando em dúvida se realmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apoia o senador Wellington Fagundes ao governo de Mato Grosso e, ao mesmo tempo, acusando-o de não ter experiência em cargo executivo.

No caso da médica e empresária Natasha Slhessarenko (PSD) esta lógica torta é acrescida de um evidente preconceito contra as mulheres de Mato Grosso. Blairo Maggi e Mauro Mendes, homens, são empresários iguais a ela, mulher. Ambos disputaram eleições para cargos executivos sem ter nenhuma experiência em administração pública iguais a ela, mas ninguém criticou os dois homens por causa disso. Já com Natasha, uma mulher, a alegada falta de experiência é motivo de crítica. A violência contra as mulheres em Mato Grosso é praticada também na política machista.

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De qual experiência o eleitor quer saber?

A experiência é um conceito controverso no caso do governador Mauro Mendes. Qual experiência marca de verdade a sua gestão? Os fatos são subversivos:

– O Escândalo da Oi; 

– O Escândalo dos Consignados;

 – A denúncia da fraude na Educação;

– A denúncia de roubo do dinheiro público na Saúde; 

– O fiasco da obra inacabada do BRT; 

– O fiasco da obra no Portão do Inferno, na estrada para Chapada dos Guimarães; 

– O gasto bilionário na construção do Parque Novo Mato Grosso, o parque dos ricos;

– O calote nos servidores públicos.

Otaviano vai segurar a bronca?

Isto é o que se sabe até o momento. Outros fatos podem emergir neste quadro da “experiência” do governo Mauro Mendes. A conferir quando ele deixar o governo.

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), quando assumir o governo vai assumir também o desgaste da experiência negativa da gestão de Mauro Mendes? Afinal, o que é avanço e o que é atraso? Com a palavra, o senhor vice-governador Otaviano Pivetta.

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