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SUSPEITA DE CORRUPÇÃO

MP investiga prefeita Flávia Moretti por esquema no DAE-VG

A investigação iniciou após denúncia de auditor técnico sobre os bancos de dados e a gestão de tecnologia da autarquia.

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por intermédio do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), solicitou ao Tribunal de Justiça a instauração de inquérito para investigar a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).

O pedido aponta que existem indícios de crimes contra a Administração Pública, como peculato e fraude, supostamente ocorridos no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG). O pedido, assinado pelo promotor Marcelo Caetano Vacchiano, aponta a necessidade de apurar a eventual participação ou ciência da chefe do Executivo em irregularidades sistêmicas na autarquia.

A investigação teve origem em uma denúncia apresentada por um auditor técnico contratado em agosto de 2025 para examinar os bancos de dados e a gestão de tecnologia da autarquia.

Durante os trabalhos, foram detectadas inconsistências graves, incluindo as chamadas “religações fantasmas”, que consistiam em registros atípicos de serviços de água realizados em volumes e intervalos incompatíveis com a realidade operacional. A suspeita é que tais registros fraudulentos serviam para o pagamento indevido de verbas de produtividade a servidores, configurando desvio de recursos públicos.

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De acordo com o relato contido no procedimento preliminar, as apurações internas no DAE-VG teriam sido interrompidas de forma abrupta após mudanças na gestão administrativa. O denunciante afirmou que, em vez de punições, houve a promoção de servidores suspeitos e a exoneração retaliatória de colaboradores que atuavam na auditoria. Além disso, o Ministério Público cita o desmonte do setor de Tecnologia da Informação e a descontinuidade de sistemas, o que teria dificultado o rastreamento de evidências digitais sobre os fatos narrados.

O envolvimento da prefeita Flávia Moretti passou a ser formalmente considerado após a análise de gravações sonoras e relatórios da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). O documento ministerial menciona áudios atribuídos a ocupantes de cargos estratégicos que fazem referência a esquemas de corrupção, pagamentos irregulares a empreiteiras e a suposta ciência da prefeita sobre as irregularidades e investigações em curso.

Embora o MP ressalte que ainda não há uma imputação formal conclusiva, os elementos colhidos são considerados suficientes para justificar o aprofundamento das investigações sob supervisão do Tribunal de Justiça, devido à prerrogativa de foro da agente política.

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Para o prosseguimento do caso, o Ministério Público requereu a realização de perícias técnicas nos arquivos digitais e a degravação oficial de mídias apreendidas, que incluem um pendrive com áudios e documentos. Também estão previstas a extração de logs do sistema do DAE-VG e a oitiva de gestores e servidores mencionados no suposto esquema

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