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MT enfrenta pressão salarial e falta de mão de obra qualificada

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Governo de Mato Grosso

Colheita soja agronegócio safra.jpg

 

A economia brasileira tem apresentado sinais de recuperação, porém, alguns estados enfrentam desafios para acompanhar o ritmo de crescimento. Mato Grosso é um desses casos, que se destaca por uma pressão salarial superior à média nacional e pela falta de mão de obra qualificada.

 

Segundo a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT), a agroindústria é a principal responsável por aquecer o mercado de trabalho local, que registrou desocupação de 3,5% em 2022. Com a falta de pessoal, os salários estão sob pressão, registrando um aumento de 16,1% na massa salarial em 2022, enquanto a média nacional foi de 6,9%.

 

O produtor Moises Debastiani, de Sinop, cidade localizada a 480 km ao norte de Cuiabá, contrata temporários do Paraná, de Rondônia e de Goiás para suas plantações e colheitas. Cerca de 40% dos trabalhadores que ele precisa vêm de fora do estado. Ele conta que, na região, é necessário fechar um contrato com os trabalhadores cerca de seis meses antes, e relata que conhecidos seus que compraram caminhões demoraram 60 dias para conseguir contratar motoristas.

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