
Mato Grosso tinha 7.794 empregos formais em ocupações de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) em 2025, o equivalente a apenas 0,8% dos postos de trabalho da área no país. O estado aparece na 15ª posição entre as 27 unidades da Federação e integra o grupo classificado como de baixa concentração de empregos no setor.
Os dados fazem parte do relatório Regionalização dos Empregos CLT de TIC, lançado na última semana pela Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais).
O salário médio dos profissionais de tecnologia em Mato Grosso foi de R$ 3.771 por mês. O valor ficou 36% abaixo da média nacional, de R$ 5.888, e 22% inferior à remuneração média do Centro-Oeste, calculada em R$ 4.855.
Apesar da baixa participação no mercado nacional, o número de empregos formais de TIC em Mato Grosso cresceu 2,5% entre 2023 e 2025. A alta ficou abaixo da registrada pelo Centro-Oeste no mesmo período, de 3,2%.
Mato Grosso concentra 12,4% dos 62.782 empregos formais de tecnologia existentes na região. O estado tem o terceiro maior mercado do Centro-Oeste, atrás do Distrito Federal, com 35.346 vínculos, e de Goiás, com 14.253. Mato Grosso do Sul aparece na última posição, com 5.391 postos.
A remuneração mato-grossense, porém, é a segunda maior da região. Fica abaixo apenas da média do Distrito Federal, de R$ 6.622, e supera os valores pagos em Goiás, de R$ 3.187, e em Mato Grosso do Sul, de R$ 2.705.
Segundo o estudo, estados do Centro-Oeste com menor densidade de empregos tecnológicos podem ampliar a demanda por profissionais a partir da adoção de ferramentas de automação, inteligência artificial, internet das coisas e gestão de dados em atividades como agronegócio, logística e serviços.
Em todo o Brasil, foram contabilizados 942.879 empregos CLT em ocupações de TIC em dezembro de 2025, cerca de 19,9 mil a mais do que no ano anterior. Seis estados (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) concentravam 78,6% dos vínculos.
A ocupação mais frequente era a de analista de desenvolvimento de sistemas, com 252.903 empregos e salário médio de R$ 8.337. Na sequência aparecem analista de suporte computacional, programador de sistemas da informação, técnico de apoio ao usuário de informática e técnico eletrônico.
O levantamento considera profissionais enquadrados em ocupações de tecnologia pela CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), independentemente do setor econômico da empresa. Os dados foram extraídos da Rais e do Caged, bases do Ministério do Trabalho e Emprego.
A Brasscom ressalta que os números abrangem somente vínculos com carteira assinada e não representam todo o mercado de tecnologia. Modalidades como prestação de serviços por pessoa jurídica, MEI e trabalho informal, que têm crescido em ritmo superior ao emprego CLT, ficaram fora do recorte.

























