O ex-secretário de Polícia Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Neri Geller, prestou esclarecimentos em uma audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara. Ele negou ter envolvimento com as supostas fraudes no leilão do arroz e explicou que todo o certame foi conduzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com decisões tomadas no gabinete de crise da Casa Civil.
“Com relação à participação do Paulo Pimenta, do Paulo Teixeira, do ministro Carlos Fávaro, eu volto a ressaltar aqui, foi uma discussão no âmbito da Casa Civil. Então, não foi fulano, ciclano ou beltrano, foram ações que foram implementadas pelo gabinete emergencial que foi criado em função das enchentes do Rio Grande do Sul. Eu seria leviano se eu criticasse ou que imputasse qualquer responsabilidade ao ministro Fávaro ou a qualquer um dos ministros”, declarou Neri.
Ex-deputado federal, Neri ainda negou qualquer represália ao Governo Federal. “Não saio atirando no governo como falaram que faria. Não é meu perfil, não sou injusto e não faço politicagem. Vou colocar os fatos como são. Seria injusto eu sair atirando. O que eu acho, a meu ver, é que teve um equívoco na condução dessa importação. É hora de valorizar a produção nacional”, disse.
Neri foi exonerado do cargo no dia 12 de junho, após o Governo Federal anular o leilão para importar 263 mil toneladas de arroz. A Conab justificou o cancelamento com base em indícios de incapacidade técnica e financeira de algumas empresas vencedoras. Um ex-assessor de Geller, que também é sócio do filho dele em uma empresa, foi um dos negociadores do leilão.
Durante o depoimento aos deputados federais, ele disse que ficou chateado e negou qualquer envolvimento com a suspeita de fraude no leilão. “Eu fiquei chateado quanto à forma como saí do governo, porque eu me sinto assim, mas não teve movimento de má fé até onde eu participei. Eu tenho que ser extremamente justo com isso”.
Assista o depoimento do ex-secretário:






















