Foto: Edson Rodrigues

Matéria da repórter Noelisa Andreola, da Gazeta Digital, revela que a dobradinha Nilson Leitão (PSDB) e Júlio Campos (DEM), respectivamente pré-candidato a Senador e primeiro suplente, deseja se colocar como herdeira dos apoios dos partidos que estavam juntos até então com a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) que anunciou a sua desistência da disputa.
A lógica é de levar vantagem. Nilson e Júlio acreditam que os partidos que estavam com Otaviano pulem para o barco conservador da dupla.
Com a desistência da pré-candidatura ao Senado, do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), na quarta-feira (2), o ex-deputado federal e candidato na disputa ao Legislativo, Nilson Leitão (PSDB), afirmou que, agora, pode conseguir vantagem na corrida eleitoral.
“A desistência dele eu soube pela imprensa, e é claro, que isso, acaba me beneficiando. Mas isso foi uma decisão totalmente pessoal dele, sem nenhuma negociação. E já começou a dar resultado, quem tinha o meu nome como plano B e o dele como plano A, já passa a migrar para apoiar da minha candidatura”, disse.
Entre a intenção e gesto, é difícil de acreditar que o arco de aliança de centro-esquerda que estava apoiando a candidatura do vice-governador se entregue à dobradinha conservadora. Nem o eleitor mais fiel de Otaviano Pivetta fará essa troca automática.
E quanto ao DEM, Nilson e Júlio levarão a parte que já lhes cabia: a parte dos Campos e do seguidores dos Campos. O deputado Eduardo Botelho, presidente da Assembléia, ligado aos Campos, é uma prova dessa movimentação exclusiva no interior do partido já rachado. O DEM do governador Mauro Mendes, de outro lado, estará com a candidatura do senador Carlos Fávaro (PSD).
Nilson Leitão e Júlio Campos já começaram a ensaiar ataques à candidatura de Carlos Fávaro no desejo de polarizar a disputa com o candidato apoiado pelo governador de Mato Grosso. Uma estratégia arriscada para a dupla que precisará mostrar ao eleitor que não representa a velha política.






















