O vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos) vive o seu dilema: ser diferente ou o mais do mesmo de Mauro Mendes (União). Em entrevista aos jornalistas Cíntia Borges e Jonas da Silva, do site Midianews, Otaviano recorreu à biologia com a teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin, para tentar explicar que é uma soma política de ambos, meio Pivetta e meio Mendes: “Continuidade com uma evolução. Eu represento isso”.
Nesta seleção natural aplicada ao ambiente da política, o pré-candidato a governador vai precisar explicar mais e melhor como ele se apresenta como um Mauro Mendes “evoluído”. Melhor em quê? Diferente como? Só o CPF? Mais humilde, menos arrogante?
Na entrevista, o pré-candidato a governador, buscando o apoio de Darwin, deixou claro como vai funcionar a seu favor essa tese política-biológica:
- A) Será continuidade naquilo que poderá dizer que fez junto com o governador Mauro Mendes, obras rodoviárias e novos hospitais, entre outras “entregas”.
- B) Será a “evolução”, mostrando que pode ser diferente, sendo melhor do que o antecessor, quando a oposição mostrar os malfeitos de Mendes.
- C) O resumo da estratégia eleitoral apoiada na biologia. O que é bom é a continuidade da espécie. O que é ruim de Mauro, Otaviano descarta. É, de toda sorte, o uso da teoria da evolução aplicada à espécie de governador.
No quesito “passado nunca mais”, o vice-governador Otaviano Pivetta vai mostrar que Mauro Mendes é fruto de uma evolução natural da espécie de governador. Vai sacudir o diabo dos governos anteriores para mostrar que Mato Grosso está melhor e que não pode voltar ao passado.

É como se Blairo Maggi, Silval Barbosa e Pedro Taques fossem novamente candidatos a governador, agora contra ele. Não são. Os seus adversários da vez não representam esse passado de desacertos. O senador Wellington Fagundes (PL) e a médica e empresária Natasha Slhessarenko (PSD), guardadas as devidas diferenças de trajetórias pessoais, representam candidaturas tão novas quanto a de Pivetta.
No quesito moralidade, durante a campanha Otaviano terá que defender a gestão de Mauro Mendes, explicar o Escândalo da Oi; explicar o Escândalo dos Consignados e explicar a evolução da riqueza da família do governador. Este será um desafio para o seu posicionamento a partir de Darwin: é, realmente, um espécime político evoluído em relação ao seu “ancestral”?
Ao fim e ao cabo, Otaviano Pivetta precisará tratar como a devida seriedade os problemas atuais da gestão de Mauro Mendes, entre eles na área da segurança pública:
– A escalada das facções nas cidades de Mato Grosso;
– A trágica situação do estado campeão de matança de mulheres;
– A falta de efetivo em todas as áreas da segurança.
Exemplos de alguns dos fiascos da gestão de Mendes na segurança, com a sua falácia da tal “tolerância zero”, que Pivetta vai mostrar como devem ser corrigidos?





















