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CASO HELOYSA

Pai e filho vão a júri por matar adolescente e jogar corpo em poço

Réus responderão pelos crimes de feminicídio, roubo, tentativa de extorsão, lesão corporal no âmbito de violência doméstica e ocultação de cadáver.

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Os réus Benedito Anunciação de Santana, de 40 anos, e Gustavo Benedito Junior Lara de Santana, de 18 anos, pai e filho, vão a julgamento pelo Tribunal do Júri pelo feminicídio da adolescente Heloysa Maria de Alencastro Souza, de 16 anos. Ela foi assassinada e jogada em um poço, em abril deste ano, em Cuiabá. A sentença de pronúncia foi proferida nesta terça-feira (05.08) pelo juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá Francisco Ney Gaíva. A data do julgamento ainda não foi definida.

Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os réus responderão pelos crimes de feminicídio qualificado, roubo majorado, tentativa de extorsão majorada, lesão corporal no âmbito de violência doméstica e ocultação de cadáver.

Na denúncia, o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo apontou que o réu Benedito, motivado por ciúmes e inconformado com o possível término de seu relacionamento com a vítima Suellen de Alencastro Arruda, teria planejado e ordenado a morte dela e da filha dela. Para a execução, ele ainda teria convencido seu filho e dois adolescentes inimputáveis.

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A materialidade do feminicídio foi confirmada pela descoberta do corpo de Heloísa, morta por asfixia mecânica com um cabo USB e encontrada em um poço. Confissões extrajudiciais, consideradas espontâneas e coerentes, reforçaram os indícios de autoria.

As qualificadoras do feminicídio, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, foram evidenciadas no processo. A motivação foi atribuída ao controle possessivo de Benedito sobre Suellen, caracterizando menosprezo à condição de mulher e violência de gênero.

Diante da gravidade dos crimes e da periculosidade dos acusados, o juízo manteve a prisão preventiva de ambos.

Servidor fez publicação no Facebook procurando a vítima
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