A jovem Emelly Azevedo Sena, que foi assassinada e teve o bebê roubado em Cuiabá, ainda estava viva quando foi submetida ao parto forçado. É o que aponta a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) na investigação que apura o crime. A assassina Nataly Hellen Martins Pereira confessou à Polícia Civil que matou Emelly para ficar com o bebê dela.
A declaração de óbito aponta que a causa da morte de Emelly foi o sangramento que ela sofreu após ter o ventre cortado para a retirada do bebê. “Ela morreu sangrando, de choque hipovolêmico hemorrágico em decorrência de um trauma abdominal, que é um termo técnico, por ação de um instrumento cortante. E ela ainda estava viva quando o instrumento penetrou a cavidade abdominal”, explicou a médica Alessandra Mariano, diretora Metropolitana de Medicina Legal da Politec.
O corpo de Emelly foi localizado nesta quinta, enterrado em uma cova rasa no quintal da casa do cunhado de Nataly, no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. Ela foi encontrada com um fio no pescoço, o que indicaria que foi asfixiada.
Segundo a Polícia Civil, Nataly contou que, quando a adolescente estava desacordada, usou uma faca para retirar a bebê do ventre da menor.
“A pessoa que conseguimos identificar como autora é ela [Nataly]. A principal envolvida confessou com riqueza de detalhes e frieza todo o passo de como ela fez, como foi a conduta, como fez a cova. Ela destrincha no interrogatório dela”, disse o delegado Caio Fernando Albuquerque. Ele ressaltou, no entanto, que as investigações continuam para saber se outras pessoas tiveram alguma participação no caso.























