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A primeira morte de um policial civil por covid-19 em Mato Grosso foi registrada nesta quarta-feira (17), em Sinop (500 km de Cuiabá). O investigador da delegacia do município, Edimarcio da Silva Moraes, 45 anos, morreu pela manhã no Hospital Regional de Sinop. Edimarcio era de Cuiabá, casado, pai de três filhos e atuava há 17 anos na área.
Edmárcio ficou uma semana internado no hospital, desde terça-feira (09) e, de acordo com nota da Secretaria de Saúde de Sinop, ele não tinha nenhuma comorbidade. O policil civil é a 15ª vítima do novo coronavírus na cidade. A prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, anuncia às 18h medidas mais restritivas para conter o avanço da doença que, segundo o último boletim da Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), tem 259 casos confirmados.
Mais testes
O avanço de casos na segurança pública do Estado fez com que a realização de testes para detectar o novo coronavírus fosse agilizada. O secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamente, anunciou na manhã desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que serão adquiridos mais 800 exames para testar os servidores da área. O Poder Legislativo já disponibilizou mil testes.
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, 46 servidores foram infectados pelo novo coronavírus e outros 71 estão em investigação. Destes confirmados estão oito policiais militares, 12 policiais civis, quatro bombeiros, 20 servidores do sistema penitenciário infectados, um servidor da Politec e outro do setor administrativo da Secretaria. Dos 71 profissionais suspeitos que foram afastados das atividades para manter o isolamento social estão 13 policiais militares, 11 civis, quatro bombeiros, oito da Politec e sete da Sesp.
“Cuiabano”
Lotado na Delegacia de Polícia de Sinop, desde que ingressou na Polícia Civil, em maio de 2003, o investigador conhecido como “Cuiabano” era considerado um companheiro de trabalho gentil e camarada. O delegado regional de Sinop, Douglas Turíbio Schutze, lamentou a perda do policial e revelou que Edimarcio planejava entrar para a política. “Muito cuidadoso, gentil, amoroso e cumpridor de todos os seus deveres institucionais. Ele era muito querido em toda a cidade e seria candidato a vereador nas próximas eleições, mas infelizmente, a covid tirou esse sonho. A classe toda sente muito sua perda e ora para que a família tenha conforto para passar por este momento”, disse o delegado.
Um policial que parecia bruto na aparência, mas educadíssimo, complementou o investigador Cleverson Hanse. “Era um policial antigão com sangue de novo, um professor para os novatos, um grande policial com coração de criança. Vai nos fazer muita falta o Edi para alguns, o ‘chefia’ para outros. Que Deus o tenha em bom lugar e dê forças a nós amigos e familiares para suportar a sua falta”, lamentou o companheiro de trabalho.
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O delegado-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval, também lamentou a morte do investigador. “Acompanhávamos pelo delegado regional a situação de nosso policial, um profissional correto, competente e trabalhador e que fará muita falta ao trabalho na regional. Infelizmente essa doença é traiçoeira. A Polícia Civil tem feito o que pode, dentro do seu alcance, para assegurar a prevenção e preservação do seu efetivo, porém, o contágio foge a esse alcance. Por tudo isso, pedimos a todos os profissionais que acelerem-se em seus cuidados, pois o risco é grande”.
Como última homenagem ao “Cuiabano” colegas da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal fizeram uma carreata até o cemitério da cidade, onde o corpo do investigador foi sepultado. Em virtude das medidas sanitárias impostas para contenção à propagação do novo coronavíris, não foi realizado velório. (com informações da assessoria PJC-MT)























