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Por que não?

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Há hoje um esforço para buscar, junto ao governo, uma distribuição de volumes em cima da cota estipulada pela China para a carne bovina brasileira.

O país asiático estabeleceu um mecanismo de salvaguarda que limita as importações quando determinados volumes são atingidos. No caso da carne bovina, a salvaguarda é acionada quando o Brasil ultrapassa a cota anual de 1,1 milhão de tonelada exportadas à China, limite a partir do qual passam a incidir tarifas adicionais sobre os embarques em 55%.

Na prática, trata-se de um instrumento de proteção ao mercado interno chinês. Contudo, a implementação dessa salvaguarda fez com que o mercado reagisse com oscilações e, inicialmente, com posições invertidas e sem parâmetros claros. Porém, com o passar do tempo, o próprio mercado começou a encontrar um novo ponto de equilíbrio.

Esse processo acabou trazendo benefícios para diferentes elos da cadeia: a pequena indústria, o produtor e também o consumidor.

Para a indústria restou optar entre cumprir rapidamente a cota ou distribuí-la ao longo do ano. Essa estratégia acabou provocando uma elevação dos preços internacionais, a valorização da arroba do boi e, ao mesmo tempo, uma maior oferta de carne no mercado interno.

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Como consequência, os preços começaram a ceder para o consumidor brasileiro.
Na última semana, a carne no atacado recuou cerca de 7%, e a tendência é que essa queda continue por pelo menos mais duas semanas, refletindo também nos preços de balcão.

Bastou passar o período de ajuste para que as peças começassem a se encaixar, trazendo vantagens que muitos inicialmente não esperavam.

Quando há defesa de interesses múltiplos — indústria, produtor e consumidor — não deveria existir oposição de propósitos. O que se busca é justamente o equilíbrio entre esses interesses.

Para consolidar esse cenário, falta ainda que o governo estabeleça parâmetros e mecanismos de controle capazes de dar previsibilidade ao setor e manter esse equilíbrio ao longo do ano.

Todo governo tem a obrigação de cuidar do seu setor produtivo ao mesmo tempo em que protege o consumidor. A ausência de ação governamental pode se transformar em uma postura perversa, permitindo desigualdade de condições e gerando desequilíbrios econômicos e por consequência, sociais.

Enquanto isso, a carne brasileira segue forte no mercado internacional e com uma versatilidade invejável. O desafio agora é transformar esse momento de ajuste em uma estratégia permanente de equilíbrio entre exportação, produção e abastecimento interno.

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Paulo Bellincanta é presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo)

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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