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Presidente do Coren-MT rebate fala de Mauro Mendes sobre salários da enfermagem

Bruna Santiago afirma que governador está distante da realidade dos profissionais da saúde e cobra cumprimento do piso salarial e pagamento em dia dos plantões.

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A presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT), Bruna Santiago, criticou duramente declarações atribuídas ao governador Mauro Mendes (União) sobre a remuneração de enfermeiros no estado. A manifestação foi feita após a publicação, pelo PNB Online, de reportagem que revelou áudio do deputado estadual Paulo Araújo (PP), aliado do governo, no qual ele relata falas do governador sugerindo que enfermeiros receberiam até R$ 20 mil no serviço público estadual.

“Quem disse que enfermeiro ganha R$ 20 mil?”, questionou Bruna Santiago. Segundo ela, basta analisar os contracheques dos profissionais contratados pelo Estado para constatar que a narrativa não corresponde à realidade. A presidente do Coren-MT afirmou que, embora desejasse que a categoria tivesse salários nesse patamar, os valores pagos atualmente estão muito distantes disso, inclusive quando comparados à iniciativa privada. Para Bruna, o discurso evidencia o “distanciamento da realidade de quem está na linha de frente da saúde de Mato Grosso”.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bruna Santiago também ressaltou que enfermeiros e enfermeiras trabalham muito, assumem grande responsabilidade e sustentam o sistema de saúde, mas não têm seus direitos plenamente respeitados. Ela citou atrasos frequentes no pagamento de plantões, que podem chegar a dois ou três meses, e questionou se esses atrasos entram na conta otimista apresentada pelo governo. “Valorizar a enfermagem é cumprir a lei, pagar em dia e garantir condições dignas de trabalho”, afirmou.

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A presidente do Coren-MT ainda criticou a falta de transparência nas supostas negociações citadas por aliados do governo. Segundo ela, não é possível afirmar que há diálogo enquanto parlamentares seguem alinhados politicamente a uma gestão que, na avaliação da entidade, desrespeita os servidores públicos. Bruna destacou que o piso salarial da enfermagem, previsto em lei, ainda não é plenamente cumprido em Mato Grosso.

“Meu recado é muito direto”, afirmou. “A enfermagem de Mato Grosso não pede favor nem privilégio. Pede respeito, cumprimento da lei e responsabilidade com quem sustenta a saúde pública todos os dias.” A manifestação ocorre em meio à mobilização de servidores públicos pela aprovação da Revisão Geral Anual (RGA) e ao debate sobre a política salarial adotada pelo governo estadual.

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