O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rui Ramos, abriu uma sindicância no Judiciário para apurar denúncia de que o desembagador Orlando Perri autorizou interceptações telefônicas ilegais no período em que esteve à frente da Corregedoria-Geral da Justiça, no ano de 2007.
A sindicância, que já está em andamento, foi pedida no último dia 21 de julho pelo próprio desembargador Orlando Perri, que é o relator do caso das interceptações telefônicas clandestinas da Polícia Militar de Mato Grosso que fez uso de “barriga de aluguel” para ouvir políticos, advogados, médicos, servidores e um jornalista no estado.
“Acusam-me de haver feito interceptações ilegais por ocasião de minha passagem pela Corregedoria-Geral da Justiça, as quais foram, propositadamente, derramadas na imprensa com o inequívoco propósito de desacreditar as decisões por mim já tomadas ou que venha a tomar, além, claro, de criar minha suspeição ou impedimento”, destacou Perri na solicitação.
Ele ainda justificou que a sindicância vai comprovar que nada aconteceu, e vai contrapor o depoimento prestado pelo secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), coronel PM Airton Siqueira Júnior, na Corregedoria da Polícia Militar, na tentativa de afastá-lo da relatoria do caso.
No Inquérito da Polícia Militar (IPM) da Corregedoria-Geral da PM, o coronel Siqueira Júnior tereia declarado que Perri mandou “grampear” o desembargador aposentado José Ferreira Leite, além dos juízes Marcelo Barros, Antônio Horácio, Irênio Lima Fernandes e Marco Aurélio Ferreira para investigar supostos desvios de recursos do TJMT para a Loja Maçônica Grande Oriente de Mato Grosso.






















