A Procuradoria da Justiça Desportiva de Mato Grosso (TJD/MT) denunciou o presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Aron Dresch, sob a acusação de ter negado um pedido de registro de inscrição de jogadores do União Esporte Clube para participação do Campeonato Mato-grosse Sub-19 (Edição 2019), organizado pela FMF. A denúncia foi formalizada pelo procurador geral do TJD/MT, Marco Aurélio V. Barbosa dos Anjos, que radicalizou ao finalizar o documento sugerindo que se “esgotando o prazo apontado e deixando o denunciado de cumprir com as decisões tomadas e que lhes foram totalmente desfavoráveis, com base no parágrafo único do art. 223 do CBJD, que ele fosse eliminado por toda a vida de todas as atividades relacionadas ao futebol (administrativas, esportivas ou qualquer outra) em nível nacional e internacional, conforme precedentes notórios, como o de Marco Polo Del Nero e José Maria Marin, ambos ex-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)”. Lembrando que o Aron Dresc teria feito tudo isso para beneficiar o Cuiabá Esporte Clube em uma possível final contra o União, que aconteceu e o Colorado mesmo não tento o reforço dos cinco jogadores venceu a competição.
Entre as infrações apontadas pela procuradoria, consta que Aron Dresch teria negado pedido de registro de inscrição de jogadores de sua agremiação para participação do Campeonato Sub-19 organizado por esta Federação, sob alegação de existir decisão proferida pela Justiça do Trabalho. Contudo, foi impetrado Mandado de Garantia pelo União, onde foi deferida liminar pelo Auditor Relator, Renato Bonilha, determinando a imediata inscrição dos atletas relacionados. Contudo, o presidente da FMF teria descumprido as ordens do auditor Relator naquele Mandado de Garantia. De acordo com a denúncia, por duas vezes Aron se valeu de decisões (uma da Justiça do Trabalho e outra do STJD) para manipular as interpretações das redações proferidas, para não cumprir com as decisões tomadas pelo Relator daquele Mandado de Garantia. “Em suma, houve grave violação ao sistema positivado brasileiro que se pauta pela diretriz de que decisão judicial não se discute: se cumpre. E que, caso haja qualquer tipo de irresignação à ela, que se utilize os meios legais cabíveis e permissivos em lei”, diz a denúncia.
Midianews

Aron Dresch teria feito tudo isso para beneficiar o Cuiabá em uma possível final contra o União, que venceu a competição.
Conforme o advogado do União, Gilmar Moura, o clube reconhece que tinha problema trabalhista com um jogador do Rio de Janeiro, o qual segundo ele já foi homologado um Acordo. Anteriormente, um juiz trabalhista havia determinado que todas as receitas do União Esporte Clube fosse bloqueadas, entre elas patrocínios, e ainda que a federação não liberasse nenhuma transação de jogadores. “O União foi comunicado, estava disputando a Campeonato Sub 19 e iria para a final com o Cuiabá. O Aron, já sabendo disso, aproveitou essa situação para impedir que o União colocasse no seu plantel mais jogadores, ou seja, queria beneficiar o Cuiabá. Porém, o União não estava dilapidando seu patrimônio, pelo contrário, estava aumentando a garantia com seu credor. Dessa forma, ele não registrou cinco jogadores do União de caso pensado”.
O advogado explica ainda que inicialmente foi tentando resolver a questão por meio do diálogo, tanto que juristas de Cuiabá tentaram explicar para Aron que a decisão trabalhista estava impedindo o União de vender jogador, não de inscrever, mas mesmo assim ele se negou a registrar os cinco atletas. “Em função disso resolvemos fazer as representações contra ele, foi quando o Justiça Desportiva de Mato Grosso o afastou do cargo. Então ele entrou com recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e acabou retornando para o seu cargo de presidente da Federação. Porém, como já estava definido que a final seria entre Cuiabá e União, mais uma vez ele se negou a inscrever os nossos jogadores. Mostrando que tem um tipo de conduta que não serve mais para o futebol mato-grossense. Agora ele está respondendo pelo crime de Desobediência e vai ter problemas, já que a procuradoria do TJD/MT pediu o banimento dele do futebol. O julgamento pelo TJD/MT deve acontecer na próxima semana, já o julgamento para o banimento deve ser jugado na sequência, também aqui em Mato Grosso”.
A reportagem do PnbOnline tentou por várias vezes o contado com Aron Dresch, porém ele não atendeu e nem retornou as ligações. Em entrevista ao Jornal A Gazeta, já no início de todo o imbróglio, ele negou a acusação de rejeitar em regularizar atletas do Colorado para a disputa. De acordo com Aron, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) foi notificado judicialmente por um juiz federal do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro em não registrar qualquer jogador oriundo de transação financeira na entidade pelo fato do clube possuir várias ações trabalhistas no órgão sob pena de ser punida. Na ocasião ele disse lamentar a decisão do relator Renato Bonilha. “Não tem como a federação descumprir uma ordem judicial do TRT do Rio de Janeiro. O União de Rondonópolis tem várias ações trabalhistas. O clube está impedido de fazer qualquer transação financeira. Fomos notificados e só estamos cumprindo a decisão que veio lá de cima, de um juiz federal. Agora, vamos recorrer para derrubar esta decisão”, disse o dirigente.
De acordo com Jorge Luiz Miraglia Jaudy, presidente Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso ((TJD/MT), o caso ainda está em fase inicial e cabe recursos. Portanto, Aron Dresch permanece a frente da FMF até que todos os julgamentos aconteçam. Sendo que ainda caberá vários recursos.






















