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ESF PARQUE DO LAGO

Profissionais de saúde são agredidas em unidade de VG e Coren-MT cobra medidas de segurança

Conselho afirma que dará apoio jurídico à enfermeira e cobra protocolos para prevenir violência após ataques recorrentes envolvendo mesma paciente

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(Imagem: Reprodução)

O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) divulgou nesta quarta-feira (11.02) uma nota pública em que manifesta “profunda indignação” diante de episódios de violência registrados na Estratégia Saúde da Família (ESF) Parque do Lago, em Várzea Grande, que vitimaram uma médica e uma enfermeira no exercício profissional. O órgão cobrou medidas urgentes para garantir segurança nas unidades de saúde e afirmou que acompanhará o caso junto às autoridades.

Segundo o conselho, as agressões ocorreram em um intervalo inferior a um mês e tiveram como autora uma paciente identificada pelas iniciais R.P.M., de 33 anos. A médica Brunna de Campos Pinheiro, 36, e a enfermeira Angélica Tapajós dos Santos, 31, foram alvo de ameaças, constrangimentos e agressões físicas dentro da unidade.

O episódio mais recente ocorreu na segunda-feira (09.02). Conforme boletim de ocorrência, a suspeita, acompanhada de uma criança de quatro anos, entrou na sala de atendimento e arremessou um celular contra o rosto da médica por duas vezes, além de proferir ameaças. A vítima sofreu lesões aparentes e inchaço facial, constatados em exame de corpo de delito. A suspeita foi detida e encaminhada à delegacia, mas acabou liberada após audiência de custódia.

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O primeiro caso havia sido registrado em 12 de janeiro, quando a mesma paciente apresentou comportamento hostil e agrediu fisicamente a enfermeira, além de ameaçar as profissionais. Na ocasião, a vítima formalizou representação criminal e uma audiência foi marcada no Juizado Especial Criminal para março. Mesmo com o processo em andamento, a paciente retornou à unidade semanas depois, culminando na nova agressão.

Na nota, o Coren-MT afirma que a reincidência evidencia falhas na proteção dos trabalhadores e expõe a vulnerabilidade dos profissionais de saúde. O conselho informou que prestará acolhimento institucional e jurídico à enfermeira e enviará ofícios à Prefeitura de Várzea Grande, à Secretaria Municipal de Saúde, ao Ministério Público e à Secretaria de Estado de Segurança Pública solicitando providências.

Entre as medidas defendidas estão a criação e o fortalecimento de protocolos de prevenção à violência nas unidades, além do acompanhamento formal dos desdobramentos do caso junto aos órgãos de segurança e Justiça. Para o conselho, episódios desse tipo não devem ser tratados como casos isolados, mas como um problema estrutural.

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“A violência contra profissionais da saúde não é aceitável sob nenhuma circunstância”, afirmou o Coren-MT no comunicado.

Documentos médicos anexados ao inquérito apontam que a médica desenvolveu quadro psicológico grave após as agressões, com sintomas compatíveis com transtorno de ansiedade associado a estresse pós-traumático. O relatório também indica risco aumentado de sequelas em razão de cirurgias ortognáticas prévias. Atualmente, ela realiza acompanhamento psiquiátrico e psicológico contínuo, com uso de medicação e sessões semanais de psicoterapia.

A Polícia Civil investiga os dois episódios ocorridos na unidade e analisa as representações formalizadas pelas profissionais. A Prefeitura informou que a médica ficará afastada de suas atividades durante sua recuperação. 

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