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INSALUBRIDADE

Profissionais denunciam caos e condições degradantes em UPA na capital

Outro ponto grave apontado é o déficit crônico de enfermeiros em diversos setores da unidade.

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A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Pascoal Ramos, uma das mais movimentadas da região sul de Cuiabá, vive um caos administrativo e estrutural. É o que denunciam profissionais de enfermagem que atuam no local. Em contato com a reportagem do PNB Online, sob condição de anonimato por temerem represálias, eles relataram um cenário de pressão psicológica, sobrecarga de trabalho, falta de segurança, equipamentos e até mesmo condições desumanas para o descanso da equipe.

Os profissionais afirmam que a situação se agravou nos últimos meses e que a gestão da unidade, especialmente as chefias de enfermagem, age com “falta de ética e preparo”.

Os denunciantes alertam para falta de preparo técnico e ocorrências de suposto assédio na gestão da unidade. Segundo uma servidora ouvida pela reportagem, a gestão atual é “autoritária” e “ineficaz”.

“A UPA nunca teve uma supervisão, de tão péssima qualidade. São despreparados para assumir esse cargo, não têm ética, nem educação ao se dirigir aos funcionários, procurando sempre causar desacordo entre as equipes”, afirma um dos relatos obtidos pela reportagem.

Déficit de enfermeiros

Ainda de acordo com os profissionais, a pressão constante vinda da coordenação tem gerado um ambiente hostil, agravando a rotina na unidade. Outro ponto grave apontado é o déficit crônico de enfermeiros em diversos setores, tanto no diurno quanto no noturno. Os técnicos de enfermagem lembram que, por legislação, não podem realizar procedimentos como medicações sem a supervisão direta de um enfermeiro.

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“Vários setores estão desfalcados. Funcionários fazem o que querem, na hora que querem. Você vem na unidade no período noturno e encontra os setores apagados, as luzes apagadas, funções sem fazer. E os funcionários respondem: ‘não iremos fazer porque não temos enfermeiros’. E sim, estão corretos, porque não podemos realizar muitas coisas sem a presença do enfermeiro”, desabafa um dos profissionais.

A escala mensal, segundo eles, não é cumprida. Na ala de internação, que comporta 16 pacientes – entre crianças, adultos e pacientes em isolamento, a equipe frequentemente fica reduzida a dois técnicos e um enfermeiro.

“Quando técnico e enfermeiro vão para o transporte, acaba ficando um único técnico assumindo a enfermaria inteira, sem nenhum suporte”, complementa o relato.

Mobiliário quebrado e banheiro interditado

As condições de infraestrutura também são alvo de críticas severas. Os profissionais enviaram ao PNB Online uma imagem que mostra uma cama quebrada utilizada para descanso, com o colchão apoiado diretamente no chão. “Fazemos repouso em cama quebrada. Cama no chão há anos quebrada”, denunciam.

Os banheiros femininos estão danificados há dias, o que, segundo as fontes, é especialmente grave diante de um surto de virose que atinge a equipe.

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“Banheiro estragado em uma unidade com maior grau de funcionários sendo feminino, e com um surto de virose fazendo aumentar o uso de um único vaso sanitário o dia todo”, criticam.

O refeitório, por sua vez, ficou mais de três meses sem ar-condicionado, e os próprios funcionários precisam lavar os pratos e talheres que utilizam.

Segurança zero

A falta de segurança na recepção também foi destacada como um risco constante. “Na recepção não tem segurança. Qualquer um entra e sai a hora que quiser. Pacientes internados vão ao mercado do lado fazer compras estando internados. Ou seja, não temos respaldo de nada e nem segurança de nada”, relatam.

Além de todos os problemas estruturais e de gestão, os profissionais afirmam que a unidade cogita retirar o adicional de insalubridade de alguns setores.

“Não bastasse isso, agora querem retirar a nossa insalubridade, priorizando alguns setores. Todos os dias trabalhamos sob pressão, trabalhamos tristes, sobrecarregados, com medo”, desabafam.

Outro lado

A reportagem do PNB Online procurou a assessoria de imprensa da prefeitura de Cuiabá, mas até o momento não recebeu resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

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