Governo de Mato Grosso

O anteprojeto do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido), que será apresentado em audiências públicas na próxima semana pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), prevê a criação de cinco linhas principais de locomoção. As audiências acontecerão em Cuiabá e Várzea Grande, nos próximos dias 9 e 10 de setembro, respectivamente.
Conforme documento disponibilizado pela pasta, e que será discutido na próxima semana, as linhas Eixo do BRT, ou seja, as linhas centrais, ligarão: o Terminal CPA ao Terminal André Maggi VG (BRT1); Terminal CPA à Área Central de Cuiabá (BRT2); Terminal André Maggi VG à Área Central de Cuiabá (BRT3); Terminal Coxipó à Área Central de Cuiabá (BRT4); e Terminal Coxipó à Área Central de Cuiabá (BRT5).
O projeto prevê que as Linhas Eixo do BRT terão dois modelos de operação: ‘parador’, no qual os ônibus realizam parada em todas as estações para embarque e desembarque, e ‘semi-expresso’ no qual as paradas ocorrem em estações específicas, de maior demanda ou na área central de Cuiabá.
Governo de Mato Grosso

Mapa completo das linhas Eixo BRT, conforme projeto apresentado pela Sinfra.
As linhas ‘parador’ serão duas. A primeira é a BRT 1, que tem como extensão 15,16 km no sentido Terminal CPA para o Terminal André Maggi e 16,63 km no sentido oposto. A segunda é a BRT 4, cuja extensão prevista é de 9,16 km no sentido Terminal Coxipó – Centro de Cuiabá e 9,48 km no sentido oposto.
As semi-expressão serão três. A BRT 2 terá extensão de 8,71 km no sentido Terminal CPA – Centro de Cuiabá e 9,07 km no sentido oposto. A BRT 3 tem extensão de 10,40 km no sentido Terminal Andé Maggi – Centro de Cuiabá e 9,26 km no sentido oposto. Já a BRT 5, 9,15 km no sentido Terminal Coxipó – Centro de Cuiabá e 9,48 km no sentido oposto.
BRT x VLT
Além da linhas Eixo, projeto também prevê outras 130 linhas integrais que atendem diversos bairros dos dois municípios. Em um entrave com a Prefeitura de Cuiabá, o Governo de Mato Grosso tem defendido que BRT oferece mais opções e acessos para locomoção de passageiros do que o VLT, e que essa é uma das razões do projeto ser mais vantajoso.
Em dezembro de 2020, o governador Mauro Mendes (DEM) chegou a apresentar estudos elaborados pelo Governo pelo Grupo Técnico criado na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana que a proposta do novo modal atinge as regiões mais populosas e também mais distantes de Cuiabá e Várzea Grande, diferentemente do VLT.
O prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB), defende a manutenção do VLT como modal a ser implementado nos dois municípios “Peço ao Estado que nos ajude a trazer a modernidade, o que existe de melhor no desenvolvimento sustentável, no caso, o VLT”, afirmou.
Na semana passada, o Ministério Público (MP) se manifestou contra plebiscito para população decidir entre VLT e BRT, aprovado pela Câmara Municipal de Cuiabá, onde Emanuel tem maioria. Na ação, a entidade diz que o governo é o único com qualificação para decidir sobre a consulta pública e que os vereadores não têm o poder para convocar plebiscito.


























