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Quadrilha alvo de operação roubou mais de 1.200 motos

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Polícia Civil

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (25.04) a segunda fase da Operação Avalanche para cumprimento de 60 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva e busca e apreensão além de sequestros de bens e valores dos investigados. As investigações foram realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA) e a estimativa é que a quadrilha seja responsável por mais de 1.200 roubos e furtos de motos nos últimos três anos na região metropolitana de Cuiabá.

 

A operação, que teve a primeira fase deflagrada em fevereiro de 2022, tem como alvo uma organização criminosa identificada em 60 procedimentos investigados na DERFVA. Além dos roubos e furtos, a quadrilha também teria feito a adulteração de aproximadamente 150 placas de veículos. 

 

A maior parte das subtrações dos veículos ocorreu em shoppings, hospitais e supermercados, tendo como principais vítimas trabalhadores que adquiriram os veículos de maneira parcelada para ser utilizado como meio de transporte para o trabalho. Estima-se que a somatória do prejuízo causado às vítimas seja de aproximadamente R$ 12 milhões. 

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As ordens judiciais sendo, 23 mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão, são cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande. 

 

A operação conta com o efetivo de 120 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, da DERFVA e de unidades da Diretoria de Atividades Especiais (DAE), Diretoria Metropolitana e Diretoria de Interior.

 

Investigações 2ª fase

 

As investigações da Operação Avalanche – Fase Placa Fria descortinaram a atuação de uma organização criminosa composta por inúmeros integrantes, com funções previamente definidas praticaram diversos furtos qualificados, receptações dolosas qualificadas, lavagem de dinheiro e adulteração de sinais identificadores veiculares.

 

Estima-se que a somatória do prejuízo causado às vítimas seja de aproximadamente R$ 12 milhões.

As investigações apontaram que a organização criminosa atuava especialmente na subtração de motocicletas, mediante uso de chave micha. Os veículos eram transportados para um local onde eram mantidos até que cessassem as primeiras iniciativas de recuperação por parte das forças de segurança. 

 

Posteriormente, os veículos tinham suas placas adulteradas e eram providenciados os encaminhamentos das motocicletas de acordo com as oportunidades oferecidas. Os veículos sofriam ações de desmanches ilegais cujas peças veiculares eram vendidas às empresas de autopeças ou oficinas de motocicletas ou, em outras ocasiões, as motocicletas eram adquiridas por receptadores contumazes, sendo vendidas em lava jatos, oficinas, em redes sociais ou em aplicativos de vendas.

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Ramificações

 

Nas investigações, foram identificadas existência de três grupos que integram esta organização criminosa, sendo um voltado aos furtos qualificados, adulteração de sinais identificadores veiculares e receptação dolosa, outro responsável pelo desmanche dos veículos subtraídos com a finalidade de promover na região metropolitana a distribuição de peças veiculares furtadas/roubadas, e outro grupo criminoso, o qual foi estruturado para vender as peças de veículos subtraídos.

 

Nome da Operação

 

A fase Placa Fria faz referência à grande quantidade de placas adulteradas pela organização criminosa identificadas durante as investigações.

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