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Em três anos e cinco meses de gestão, o atual governo do Estado, comandado pelo tucano Pedro Taques, é alvo de investigação, inclusive com ações judiciais já propostas na Justiça, pela existência de quatro organizações criminosas dentro da administração pública.
As quatro supostas organizações criminosas atuaram em fraudes em processos licitatórios, violação da privacidade de cidadãos e autoridades públicas e políticas, cobrança de propina, peculato e lavagem de dinheiro.
A primeira organização criminosa foi instaurada dentro da Secretaria de Estado de Educação, ainda no ano de 2015, no primeiro ano de gestão. Após processo de investigação do Ministério Público Estadual, foi descoberto e revelado, por meio da deflagração da “Operação Rêmora”, em 2016 que levou para a prisão o então secretário de Educação Permínio Pinto, que era do PSDB, e empresários do setor da construção civil. A organização criminosa visava realizar fraudes em procedimentos licitatórios e o pagamento de propina.
Em depoimentos de acusados, como o empresário Alan Malouf, há informações de que o governador Pedro Taques teria conhecimento do esquema realizado no âmbito da Seduc. Os valores arrecadados pela organização tinha como um dos objetivos, segundo os depoimentos, pagar despesa de campanha.
Operação Esdras
Considerado um dos maiores escândalos do Estado, a invasão da privacidade de mais de mil pessoas por meio de escutas telefônicas ilegais, levou para a prisão membros do alto escalão da atual gestão. Todos são investigados por um esquema de “barriga de aluguel”, em que um núcleo de policiais militares operava “grampos ilegais”.
Foram presos, com a deflagração da “Operação Esdras”, em setembro de 2017, o então secretário de Segurança Pública do Estado, Rogers Jarbas, o ex-secretário-chefe da Casa Militar Evandro Lesco e o então adjunto Ronelson Barros, o então secretário de Justiça e Direitos Humanos, Airton Benedito Siqueira Júnior, e o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.
Por causa desse fatos, também foram presos o ex-comandante Geral da PM, Zaqueu Barbosa, entre outras pessoas.
Na época dos fatos, o governador Taques pediu que ele fosse investigado pelo Superior Tribunal de Justiça. O inquérito foi instaurado e está tramitando.
Escândalo no Detran
Antes mesmo do governador Pedro Taques assumir o cargo em janeiro de 2015, segundo investigação do Ministério Público Estadual, o primo dele, Paulo Taques, foi procurado para dar continuidade ao contrato da empresa EIG Mercados com o Departamento Estadual de Trânsito, com a recompensa de pagamento de propina.
O esquema de desvio de recurso público teve início em 2009 e perdurou até a atual gestão. A empresa teria efetuado o pagamento de propina no valor estimado de R$ 30 milhões. O ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques seria um dos líderes do esquema criminoso, junto com o deputado Mauro Savi (DEM), que teve continuidade na atual gestão.
Tanto o primo de Taques, como o ex-deputado, estão presos no Centro de Custódia de Cuiabá.
Operação Pão e Circo
Na manhã desta terça-feira (22) foi deflagrada a “Operação Pão e Circo” a quarta suposta organização criminosa, com vínculo com a atual gestão, que é investigada.
Desta vez, são investigados contratos firmados entre o governo e a Associação Casa de Guimarães, entre os anos de 2011 e 2018, ou seja, nas gestões Silval Barbosa e Pedro Taques.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Cuiabá e Chapada dos Guimarães na busca por provas de crimes praticados por suposta organização criminosa como peculato, falsidade ideológica, fraude em licitações e lavagem de capitais.






















