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Secretário é investigado por uso da GCOM para beneficiar Taques

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O secretário de Comunicação do estado, Kléber Lima, está sendo investigado pela Polícia Civil por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele é suspeito de usar a estrutura do Gabinete de Comunicação do Estado para melhorar a imagem do governador Pedro Taques (PSDB), visando a campanha à reeleição, em 2018, em vez de promover e informar as ações de governo. Kléber Lima nega as acusações e diz que vai se manifestar quando tiver ciência do inteiro teor das denúncias.

 

A denúncia foi apresentada por três servidores que são concursados. Eles afirmaram, em depoimento, que o Gabinete de Comunicação passou a usar o nome de Pedro Taques em praticamente todos os textos e que isso seria falta de ética porque o órgão serve ao estado e não a um grupo político.

 

Os servidores apresentaram gravações em que contestam os caminhos seguidos pelo Gcom. Em um dos áudios, uma servidora diz ter vergonha de dizer que trabalha na Gcom. O motivo seria a pessoalidade que existe na Comunicação do estado. Cita como exemplo um texto que diz: Taques recebe aval da ONU. A servidora questiona Kléber Lima e alega que o projeto que recebeu o aval da ONU foi da Secretaria Estadial de Infraestrutura (Sinfra) e não de Pedro Taques.

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Transcrições

Leia abaixo a transcrição da conversa sobre as matérias do Gcom:

 

Servidora: Hoje o Gcom é um lugar que às vezes eu nem conto que trabalho aqui, por vergonha.

 

Kléber Lima: Qual o motivo para estar te envergonhando?

 

Servidora: Pelo nível de pessoalidade que existe na comunicação hoje. (…) Vou te dar um exemplo específico da linha editorial do site: “Taques recebe aval da ONU”. É um título. Um título feito pela Sinfra.

 

Kleber Lima: Uhum!

 

Servidora: Se o taques amanhã, se ele morresse, se ele desistisse, se tiver um meteoro… Ele vai levar o aval (da ONU) no bolso e vai embora?

 

Kleber Lima: Nesse caso específico, o aval foi dado ao governo. Não a ele?!

 

Servidora: Certamente. Por que é um projeto da Sinfra para questões de estradas. E isso se repete! A gente tinha expectativa que isso ia mudar!

 

Em outros trechos dos depoimentos, os servidores dizem estar sendo perseguidos e dois deles já teriam sido transferidos de função. Numa conversa gravada por um servidor, o secretário diz que esse outro servidor, que teria se oposto a linha de trabalho do governador, está atrapalhando.

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Kléber: Você tem atrapalhado.

 

Servidor: Tenho atrapalhado?

 

Kléber: Tem atrapalhado cara. Eu não consigo nem te alocar em lugar nenhum. As pessoas não te querem aqui. Eu não consigo te por em outro lugar. Te dei uma oportunidade para você fazer então. Só que você não se toca ‘meu’. Você não se toca! Você acha que é a razão universal. É que a você tem na cabeça e não é.

 

Kléber: Então assim, se você não gosta do governo, se você tem problema ideológico com o governo, é um direito seu. Você é um servidor de carreira, tem os seus direitos, só que eu vou te pedir então, para gente conviver de boa, fica na sua então. 

 

Kléber: Guarde suas opiniões pra você ou pras assembleias que você vai participar. Como eu não posso te dispensar, porque se eu pudesse, eu te dispensaria; como eu não posso. Eu tenho que te engolir!

 

Veja a reportagem:

 

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