
Uma denúncia assinada por sete entidades sindicais revela um esquema de fraudes em contratos do cartão de crédito consignado MTCard, com prejuízos financeiros e morais aos servidores públicos estaduais. Um requerimento cobrando providências foi protocolado junto à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e à agência de fomento Desenvolve-MT para tentar resolver o problema. A informação é do ex-governador, ex-senador e ex-procurador da República Pedro Taques, contratado pelos sindicatos para defendê-los nesse caso que está sendo conhecido como “o escândalo dos consignados”.
“Os sindicatos nos procuraram e trouxeram documentos. Estudamos o caso e chegamos à conclusão que servidores públicos do Estado de Mato Grosso estão sendo roubados”, afirmou Taques, em entrevista concedida aos jornalistas Antero Paes de Barros e Pedro Pinto de Oliveira no programa Nada Pessoal, e transmitida ao vivo pelo PNB Online.
Pedro Taques defende que o Governo de Mato Grosso suspenda imediatamente as cobranças e passe a investigar os problemas apontados pelos servidores. “O Estado tem a obrigação de proteger o servidor, mas não fez isso. Ali, em tese, existe crime contra o sistema financeiro com gestão temerária ou gestão fraudulenta”, apontou. Confira a íntegra da entrevista abaixo.

A denúncia é que a empresa Capital Consig tem desvirtuado a modalidade do cartão de crédito consignado ao não fornecer cartão físico, deixar de registrar as operações junto ao Banco Central e ao simular empréstimos comuns por meio de depósitos diretos. O resultado são dívidas que se estendem por até 96 meses, com parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento dos servidores, em valores considerados abusivos.
Em alguns casos, ainda segundo a denúncia, há diferenças superiores a 1.000% entre o valor depositado ao servidor e o total cobrado como dívida. “As pessoas estão com dívidas de 90% de seus salários. Tem servidor que está recebendo R$ 14, R$ 15 na folha de pagamento”, completou.
Para Pedro Taques, além de suspender a cobrança irregular, é preciso que os órgãos de controle investiguem quem foi favorecido com o golpe. “Tecnicamente isso é um estelionato da pessoa jurídica. Cabe ao Ministério Público, à polícia, seguir o dinheiro. Porque dinheiro deixa rastro”.
Confira na íntegra abaixo:





















