Governo de Mato Grosso

As redes pública e privada de Mato Grosso estão com a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva altas, com números próximos aos 80%. Com a ampla circulação da variante P.1, considerada ainda mais transmissível e com grande potencial de reinfecção, o estado tenta avançar na vacinação, mas trava no número disponível de doses e na queda da na procura pelos imunizantes.
Conforme boletim semanal divulgado nesta terça-feira (08.06) pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat), as UTIs exclusivas para o tratamento de casos de covid-19, nos hospitais particulares em Cuiabá, está em 78,2%, pouco acima que a ocupação da semana anterior (02.06) que registrava 78%. De acordo com o sindicato, o crescimento na ocupação é visto como ponto de alerta.
Já a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) aponta que nesta terça-feira (08.06), a taxa de ocupação das UTIs da rede pública é de 79,44%, inferior ao registrado ontem (07.06), quando 87,36% das UTIs estavam ocupadas. Conforme dados divulgados pela SES-MT, oito hospitais no estado estão com ocupação completa e não podem mais receber pacientes graves com covid-19 no momento.
São esses: Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, Hospital Regional de Água Boa, Hospital Regional de Sorriso, Hospital Regional Dr. Antônio Fontes (Cáceres), Hospital São Lucas do Rio Verde, e Hospital Universitário Júlio Muller.
Quando a ocupação de leitos de UTI ultrapassa 80%, a situação é considerada crítica por especialistas e instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora semanalmente a evolução da pandemia do coronavírus no Brasil. Ao longo das últimas semanas, boletins da instituição vem alertando para a necessidade de aplicação de medidas mais duras no combate à pandemia em estados e municípios que apresentam níveis críticos de ocupação de UTIs.
























