
No julgamento realizado nesta quinta-feira (07.03), o Tribunal do Júri condenou o executor e intermediários envolvidos no homicídio do empresário Toni da Silva Flor. O executor, Igor Espínola, conhecido como Andróide, recebeu uma pena de 22 anos de reclusão.
Os intermediários, Wellington Honório Albino e Dieliton Mota da Silva, foram condenados a 18 anos de prisão cada, enquanto a intermediadora Ediane Aparecida da Cruz Silva recebeu uma pena de 16 anos de reclusão. Todos cumprirão a pena em regime inicialmente fechado.
Além disso, Sandro Lúcio dos Anjos da Cruz Silva foi julgado por falso testemunho, mas foi absolvido. A mandante do crime, empresária Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, ex-esposa do empresário, já havia sido condenada em outubro de 2022 a 18 anos de reclusão.
A condenada pagou R$ 60 mil pelo crime e está cumprindo pena em regime fechado desde agosto de 2021 na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. . Ana Claudia foi ativa na busca por justiça após a morte do ex-marido, inclusive organizando uma carreata chamada “Carreata da Saudade”.
Com as novas condenações, o total de prisão para mandante, executor e intermediários no “Caso Tone Flor” chega a 90 anos.
Os jurados reconheceram as qualificadoras “mediante paga” e “com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima” no julgamento dos réus Igor, Wellington e Dieliton, que estão presos desde agosto de 2021. No caso de Ediane, o júri considerou a qualificadora como “motivo torpe”. O promotor de Justiça Samuel Frungillo atuou em plenário, enquanto o juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira presidiu o Conselho de Sentença.
O crime ocorreu em 11 de agosto de 2020, em frente à Academia JR Fitness, em Cuiabá. A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo e faleceu no dia seguinte.





















