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CASO WILLIAM CAMPOS

Vereador diz que colegas são incompetentes para investigar caso de assédio

Na Assembleia, o governador Mauro Mendes (União) manobra seus deputados estaduais para enterrar a CPI do Escândalo da Oi. Na Câmara de Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) manobra para enterrar a CPI do Caso de Assédio Sexual na Prefeitura. Mauro e Abilio mostram o horror à transparência e a investigação livre dos parlamentares.  Na Câmara, as desculpas esfarrapadas para não instalar a CPI são um tiro no pé da credibilidade pública das vereadoras e dos vereadores. 

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O prefeito Abilio Brunini (PL), líder da extrema direita em Mato Grosso, mostra que manda e desmanda na Câmara de Cuiabá. Submissos, os nobres vereadores da Base de Abilio se curvam à exigência dele: é proibido investigar, é proibido criar CPI para investigar o secretário de ouro dele, William Leite de Campos, pela acusação, gravíssima, de assédio sexual dentro da prefeitura de Cuiabá. No máximo uma comissãozinha especial para enganar a população. Um desrespeito às mulheres cuiabanas, mães, filhas, esposas, irmãs, avós, netas.

O vereador Fellipe Corrêa (PL), recém-empossado, chegou chegando. Querendo mostrar serviço ao chefe político, esculhambou as colegas e os colegas parlamentares. Ele afirmou que, na sua visão, parte dos parlamentares da Câmara de Cuiabá não teria “tato”, nem preparo técnico para conduzir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar denúncias envolvendo o ex-secretário de Desenvolvimento e Trabalho de Cuiabá, William Leite de Campos. Ou seja, o vereador acha que parte dos seus colegas é um bando de incapazes de investigar.

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A conferir a reação do vereador Rafael Ranalli (PL), que defende a criação da CPI para apurar a acusação de assédio sexual contra o ex-secretário de Trabalho Willian Leite diante das declarações do vereador recém-empossado. O vereador Fellipe Corrêa precisa divulgar a lista dos vereadores que considera incapazes de investigar. E o vereador Rafael Ranalli precisa cobrar explicações do vereador que se julga superior às colegas e aos colegas. Ranalli está no listão de Corrêa?

Fellipe, que já foi secretário municipal na gestão do prefeito Abilio Brunini (PL), disse não ser contrário à investigação, mas criticou o formato sugerido, conforme informação do Site Gazeta Digital. Segundo ele, submeter uma vítima de assédio a uma oitiva em plenário, com transmissão ao vivo, pode gerar exposição indevida e revitimização. “Não estou defendendo ninguém. O secretário precisa ser investigado e, se houver culpa, punido. Mas discordo respeitosamente de trazer uma mulher para ser inquirida aqui, em plenário, com transmissão ao vivo, muitas vezes por vereadores sem a devida instrução para lidar com esse tipo de situação”, afirmou, na sua alegação de incompetência das colegas e dos colegas vereadores.

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A vítima do assédio do secretário, acusado de ser predador sexual, pode ser ouvida pelas vereadoras e vereadores da CPI em reunião fechada, sem nenhuma exposição midiática. Sim, uma vítima de assédio sexual pode (e muitas vezes deve) prestar depoimento a portas fechadas, garantindo o sigilo e a proteção de sua intimidade e integridade psicológica. A Justiça prevê mecanismos para evitar a revitimização (fazer a vítima reviver o trauma) durante o processo de investigação. 

Ou seja, de desculpa em desculpa, a Câmara de Cuiabá se afunda no abismo da rede de proteção do secretário de ouro do prefeito Abilio Brunini. É o fracasso retumbante dos vereadores de Cuiabá para proteger as mulheres. 

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