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A juíza aposentada Selma Arruda se defendeu das críticas que vem sofrendo após ter sua escolta garantida pelo governador Pedro Taques, após a decisão do Tribunal de Justiça por suspender em definitivo a segurança. Selma se aposentou em março, mas manteve seu direito à escolta armada após alegação de que estaria sofrendo ameaças por conta de sua atuação enquanto juíza.
Em entrevista para a Rádio Capital FM na manhã desta quinta-feira (14), Selma defendeu a decisão do governador e disse que vai recorrer da decisão do Tribunal. “Ele [Pedro Taques] foi solidário comigo, acredito que porque também já precisou de escolta, também já viveu como pessoa ameaçada, então eu recebi com muita alegria essa solidariedade dele”, elogiou Selma.
A pré-candidata ao Senado pelo PSL disse que não concorda com a argumentação do Tribunal de Justiça para a suspensão da escolta, de que Selma não estaria “quebrando os protocolos de segurança” estabelecidos pelo TJ, que são de não frequentar lugares públicos e de muito movimento. “Eu não concordo porque a pessoa tem o direito de ter uma vida minimamente normal. No protocolo do Tribunal de Justiça eu não posso ir a um supermercado, não posso ir a um salão de beleza, praticamente nada”, pontuou Selma, afirmando ainda que ela tem esse direito e que sua candidatura não pode ser impeditivo para que precise escolher “se vive ou se enclausura”.
A decisão do governador Pedro Taques em fornecer a segurança à magistrada causou repercussão também na Assembleia Legislativa. Durante sessão nesta quarta-feira (13), os deputados deputada Janaina Riva (MDB) e Zeca Viana (PDT) se posicionaram contra o governador. Zeca Viana chegou a apontar um possível conluio político entre a ex-magistrada e o governador. Selma negou que haja algum interesse político do governador e defendeu que a decisão de Pedro Taques foi absolutamente técnica.
Selma criticou o Tribunal de Justiça, dizendo que o Judiciário apenas se limitou a ouvir a pessoa que teria ameaçado a ex-juíza, e que a palavra do acusado teria valido mais que a dela como magistrada. “A pessoa disse ‘não ameacei, não tenho nada contra ela, não fiz nada’ e a palavra dessa pessoa serviu como argumento para o Tribunal negar essa segurança”, bradou a pré-candidata.
“Não é possível que vão esperar que alguém atire no meu carro ou façam um atentado concreto para depois as pessoas concluírem de que eu corro risco”, desabafou.























