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Médium e líder espírita Divaldo Franco morre aos 98 anos

Com mais de 260 obras publicadas e mais de 10 milhões de exemplares vendidos, deixou um legado literário espírita que abrange mais de 200 autores espirituais nos mais diversos temas e gêneros textuais.

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O médium e líder espírita Divaldo Franco morreu aos 98 anos, na noite de terça-feira (13.05), em Salvador (BA). A causa da morte não informada, mas ele lutava contra um câncer na bexiga desde novembro do ano passado e, nesta noite, teve falência múltipla dos órgãos.

“Retornou hoje à Pátria Espiritual, o médium, orador espírita e embaixador da paz no mundo Divaldo Pereira Franco aos 98 anos. Divaldo dedicou sua vida à Causa Espírita semeando o amor ao próximo”, diz um trecho de nota divulgada pela Federação Espírita Brasileira (FEB).

“Lembrarmos de nosso querido amigo, mas não esquecermos que a libertação se fez. Enquanto aqui ficamos saudosos, imaginamos a festa no Plano Espiritual com a sua chegada depois de uma existência exitosa, completista, deixando esse imenso legado para a humanidade”, enfatizou o presidente da FEB, Jorge Godinho.

O velório será realizado no Ginásio da Mansão do Caminho, das 9h às 20h, desta quarta-feira. O sepultamento ocorrerá na quinta-feira seguinte, às 10h, no Cemitério Bosque da Paz.

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Nascido em 5 de maio de 1927, em Feira de Santana, na Bahia, Divaldo foi responsável por mais de 20 mil conferências, realizadas em mais de 2.500 cidades e 71 países ao redor do mundo. Com mais de 260 obras publicadas e mais de 10 milhões de exemplares vendidos, deixou um legado literário espírita que abrange mais de 200 autores espirituais nos mais diversos temas e gêneros textuais. Suas obras, traduzidas para 17 idiomas, continuam a iluminar o caminho de milhões de pessoas com consolo, esperança e espiritualidade. Médium missionário e multifacetado, Divaldo se tornou um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade.

Fundou, ao lado de Nilson de Souza Pereira (desencarnado em 2013), o Centro Espírita Caminho da Redenção (1947) e a Mansão do Caminho (1952), que hoje constituem um complexo educacional e socioassistencial, com 44 edificações, distribuídas em ruas, bosques e lago, em que são atendidas, diariamente, mais de 5 mil pessoas – crianças, jovens, adultos, idosos – que procuram ajuda material, educacional e espiritual.

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Tio Divaldo, como carinhosamente é chamado, foi também um pai e educador incansável, tendo adotado mais de 650 filhos, que cresceram nas antigas casas-lares da Mansão do Caminho. Por tudo isso, recebeu mais de 800 homenagens de instituições culturais, sociais, religiosas, políticas e governamentais, pela sua total doação às causas humanitárias.

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