
O número de adeptos de religiões de matriz africana passou de cerca de 1.500 em 2010 para cerca de 5.500 em 2022 em Cuiabá, um crescimento de 266%. O número faz parte da nova rodada de divulgação dos dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística publicada nesta sexta-feira (06.06). As informações apresentam um panorama geral das religiões praticada em cada uma das unidades federativas do país.
De acordo com o Censo, a capital é o município com maior proporção de praticantes da umbanda e do candomblé em todo o estado. Há 15 anos, os praticantes dessas religiões representavam 0,06% da população. Em 2022 já representaram mais de 1%. Além de Cuiabá, o IBGE aponta que as duas religiões apresentaram um crescimento expressivo em todo o estado de Mato Grosso. Em 2022, representavam 0,4% da população com 10 anos ou mais de idade, totalizando cerca de 13 mil pessoas. No cálculo também entram outras declarações de religiosidades afrobrasileira.
Os católicos, por sua vez, continuam sendo maioria. Considerando a população maior de 10 anos de idade, 56,7% se declararam católicas em 2022, o que representa cerca de 1,7 milhão de pessoas, proporção igual à da média nacional. O município de Poconé apresentou o maior percentual de católicos (83,4%, ou 22,2 mil pessoas), enquanto Colniza registrou a menor proporção (40,1%, ou 8,6 mil pessoas). Em 2010, os católicos representavam 63,9% da população, o que indica uma queda de 7,2 pontos percentuais em 12 anos.
Em 2022, os evangélicos representavam 30% da população mato-grossense com 10 anos ou mais de idade, o equivalente a aproximadamente 927 mil pessoas. Rondolândia destacou-se como o município com a maior proporção de evangélicos, com 45,8% da população local (cerca de 1,2 mil pessoas). Por outro lado, Poconé registrou a menor proporção, com 14,5%. Ao todo, 23 denominações evangélicas entraram no cálculo.
A participação do espiritismo no estado apresentou leve queda entre os Censos de 2010 e 2022. A proporção de espíritas passou de 1,3% para 1,1%, reunindo cerca de 33,6 mil pessoas. Barão de Melgaço teve a maior concentração proporcional, com 4,6% da população local.
Religiões de matriz indígena
Pela primeira vez, o Censo incluiu uma categoria para religiões de matriz indígena. As chamadas “Tradições indígenas” foram seguidas por 0,35% da população com 10 anos ou mais, cerca de 10,8 mil pessoas. Gaúcha do Norte teve a maior proporção do estado, com 16,7% (1,1 mil pessoas), e aparece em 5º lugar no ranking nacional.
Entre os 20 municípios brasileiros com maior proporção de seguidores das Tradições Indígenas, cinco são de Mato Grosso: Gaúcha do Norte (16,7%), Santo Antônio do Leste (11,9%), Santa Terezinha (11,7%), Alto Boa Vista (10,5%) e Campinápolis (8,7%).
O grupo classificado como “outras religiosidades”, que inclui multirreligiosos e adeptos de tradições menos comuns, como ortodoxos, budistas e maometanos, representou 3,1% da população mato-grossense, ou 98,1 mil pessoas. União do Sul teve a maior proporção, com 8,2%. Já o grupo dos sem religião cresceu de 7,6% para 8,1% entre 2010 e 2022. O total passou de 194,4 mil para 251,9 mil pessoas. Nova Nazaré é o município com maior proporção de moradores sem religião: 23,6%, o 31º maior índice do país.























