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ALVO DE MADEIREIROS

Governo de MT reduz em 2 mil hectares unidade de conservação na Amazônia

A estação ecológica é uma unidade de conservação de uso restrito e proteção integral, com visitação proibida e voltada apenas para pesquisas científicas.

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O Governo de Mato Grosso reduziu, nas vésperas do feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (18.06), o tamanho da Estação Ecológica do Rio Madeirinha, em Colniza, a 833 km de Cuiabá.

O decreto nº 1.481, de 17 de junho 2025 alterou o Decreto n. 1.799, de 04 de novembro de 1997. Com isso, o tamanho da Estação Ecológica caiu de 13.682,9663 hectares para 11.552,729 hectares. Ao todo, a redução foi de 2.130,2373 hectares.

O decreto original, que criou a unidade de conservação, declarou indisponíveis a totalidade das terras públicas da estação ecológica.

Apesar da clara menção à redução, no comparativo entre os dois decretos, o governo de Mato Grosso alega, na própria publicação, que não houve mudança no tamanho da estação.

“Considerando a execução da demarcação georreferenciada da unidade de conservação estadual Estação Ecológica do Rio Madeirinha e o alcance de maior exatidão de sua extensão, que não implicam em aumento ou redução, mas, na correção e atualização de seus limites e confrontações em conformidade com os atos legais de criação”, diz trecho do decreto.

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A estação ecológica é uma unidade de conservação de uso restrito e proteção integral, com visitação proibida e voltada apenas para pesquisas científicas.

De acordo com publicação sobre a unidade, uma de suas principais características é a existência de árvores imensas – geralmente acima de 25 metros de altura.

Lei 7.163, de 23 de agosto de 1999, confirmou esta criação. Um conselho consultivo foi nomeado em 18 de dezembro de 2014.

A ESEC está localizada em uma área escassamente povoada do estado, fora da área de expansão agropastoril do norte de Mato Grosso e noroeste de Rondônia, mas pode ser vulnerável à exploração madeireira e à mineração, que ocorre na região circundante. Na época da criação, apenas 0,2% da unidade estava desmatada. Este valor aumentou para 0,5% em 2002 e 2% em 2005. A ESEC estaria no proposto Corredor Ecológico dos Ecótonos da Amazônia Meridional.

Em 2021, fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente apreenderam caminhões, trator e motosserra utilizados em crimes ambientais na estação ecológica.

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Além disso, impediram que toras de madeira extraídas ilegalmente fossem levadas da Unidade de Conservação.

Cinco suspeitos flagrados causando danos na Unidade de Conservação foram encaminhados à delegacia do município de Colniza para dar continuidade aos procedimentos legais. As multas aplicadas somam R$ 275 mil.

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