O presidente do Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, Francisco Vuolo, alertou que os deputados estaduais, além dos órgãos de controle – como Ministério Público e Tribunal de Contas – precisam fiscalizar e agir para o cumprimento do contrato que prevê a chegada dos trilhos da ferrovia a Cuiabá. Em entrevista aos jornalistas Antero Paes de Barros e Pedro Pinto de Oliveira no programa Nada Pessoal, Vuolo ressaltou que o traçado da ferrovia em direção a Cuiabá consta como prioridade contratual.
“Em que pese a empresa fazer investimento com recurso próprio, ela é objeto de uma concessão pública estadual, cujo termo de referência norteou as empresas que tiveram interesse em participar da licitação. No contrato está claro que Cuiabá é prioridade dentro da obra. A Rumo já tem a Licença de Operação até a cidade de Dom Aquino. Vem de Rondonópolis, vai a Juscimeira e faz uma bifurcação até Dom Aquino e outro para Cuiabá. Esse braço para Dom Aquino, não há problema nenhum. Mas a partir do terminal de Dom Aquino, pelo que está no contrato, não há o que se discutir: é Cuiabá”, disse Vuolo. A expectativa é de que depois de Dom Aquino, a Rumo comece as obras em direção a Cuiabá.

O contrato da empresa Rumo prevê a interligação do terminal rodoferroviário de Rondonópolis com Cuiabá, prioritariamente, além do município de Lucas do Rio Verde. Mas existe a preocupação de que a empresa, por força política, priorize seguir com o traçado em direção ao médio norte mato-grossense.
“Eu ficaria extremamente decepcionado com os nossos representantes, com a nossa classe política, com o Governo do Estado e agentes públicos que exercem o papel de fiscalizador, se permitissem que, ao inaugurar o terminal de Dom Aquino, a Rumo ao invés de construir a ferrovia para Cuiabá começasse a construir a ferrovia para outro lugar. Isso seria extremamente decepcionante”, completou Vuolo.
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Confira a íntegra da entrevista:























