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POR UNANIMIDADE

TCE aprova contas do Governo mas alerta sobre obras paradas e servidores temporários

Aumento de obras paradas e de servidores temporários chamou a atenção de relator. Mesmo assim, parecer do TCE é pela aprovação das contas.

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) votou pela aprovação das contas do Governo de Mato Grosso referente ao exercício de 2024. Por unanimidade, os conselheiros acompanharam o voto do relator, conselheiro Antônio Joaquim, de parecer prévio pela aprovação. O relatório do conselheiro, no entanto, fez alertas sobre alguns pontos que precisam ser observados e corrigidos na gestão estadual, como no caso da contratação de servidores e na retomada de obras paradas.

O relator Antônio Joaquim apresentou, na sessão extraordinária do TCE-MT desta quarta-feira (20.08), um balanço geral sobre o planejamento e o cumprimento dos limites constitucionais e legais em diferentes áreas da administração estadual. O voto dele faz uma ressalva sobre as ações relativas a obras e infraestrutura do Estado.

“Destaco primeiramente as obras paralisadas, pois embora o Governo do Estado aponte providências pontuais com retomadas e recontratações dessas obras, é fato inconteste que os dados gerais indicam um agravamento do cenário, com aumento significativo no número de obras paralisadas em 2024”, diz Antônio Joaquim no voto.

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Palacio Paiaguas Crédito – Secom

Servidores públicos

Outro ponto que chamou a atenção do Tribunal de Contas, para que o Governo do Estado tome providências, é sobre o funcionalismo público estadual. De 2018 a 2024, frisou o relator, o número de servidores temporários superou pela primeira vez o de efetivos, em desacordo com os princípios constitucionais da estabilidade e do concurso público. “Tal cenário exige o reequilíbrio da força de trabalho”, completou o conselheiro.

Além disso, Antônio Joaquim destacou alguns aspectos que “merecem aprimoramento e reflexão”. Ele observou que, no exercício de 2024, o orçamento estadual passou de R$ 35 bilhões para R$ 42 bilhões, com acréscimo de 22,59% viabilizado por R$ 7,9 bilhões em créditos suplementares. Os números apontam que, de forma recorrente, “o Governo do Estado tem subestimado receitas no planejamento, cuja estratégia gera excedentes usados para expandir a execução orçamentária”.

Parque Novo Mato Grosso

Falhas de planejamento e execução do Parque Novo Mato Grosso também constam no relatório do Tribunal de Contas. Um trecho do documento aponta que “embora o PPA 2024-2027 preveja metas físicas anuais e orçamento superior a R$ 1,5 bilhão, até o momento apenas R$ 977 milhões em obras foram licitadas ou planejadas”.

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Segue o relator demonstrando que, por isso, “nenhum dos ‘equipamentos’ previstos [no Parque Novo Mato Grosso] foi concluído”. A justificativa do Governo do Estado para o atraso e a falha de planejamento está relacionada à complexidade técnica do projeto.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

“Diante de todo exposto e considerando que as irregularidades remanescentes, embora graves, não comprometem os resultados fiscais nem o cumprimento dos limites constitucionais e legais, acolho em parte os Pareceres Ministeriais e voto no sentido de emitir parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais do Governo do Estado de Mato Grosso, referentes ao exercício de 2024, sob a responsabilidade do Sr. Mauro Mendes”, concluiu o relator.

O parecer prévio do Tribunal de Contas pela aprovação das contas de Governo será encaminhado à Assembleia Legislativa, a quem cabe julgar e votar as contas do Governo do Estado.

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