A Secretaria de Estado de Saúde informou na última quinta-feira (21.08) ao Ministério Público Federal (MPF) que vai realizar uma espécie de “repescagem” de processos seletivos para contratação de pessoal para suprir a demanda dos hospitais regionais de Colíder, Sorriso e Sinop.
Mesmo com a repescagem, cerca de 22 leitos continuarão bloqueados no Hospital Regional de Sinop por falta de estrutura física do local, que está em obras.
A procuradora da República Denise Nunes Muller Slhessarenko realizou audiência extrajudicial com a Secretária Adjunta Executiva de Saúde, Kelluby de Oliveira, questionando o déficit de pessoal nesses hospitais, que tem levado ao bloqueio e fechamento de leitos. O caso foi revelado por reportagens do PNB Online.
A resposta, enviada na quarta, indica que a SES deve realizar quatro ações emergenciais: o credenciamento de profissionais médicos como pessoa jurídica para atender as unidades de saúde, contratação de empresa para fornecer equipes multiprofissionais como técnicos de enfermagem e enfermeiros e a “repescagem” de profissionais convocados anteriormente em processos seletivos que não puderam se apresentar ou assumir as vagas.
O único hospital que recebeu concursados foi o hospital regional de Sorriso, onde foram convocados 132 profissionais no dia 6 de agosto. No entanto, o déficit de pessoal da Saúde do Estado é de quase 7 mil profissionais.
Na audiência extrajudicial junto ao MPF, a própria Kelluby Soares admitiu que poderá ter que devolver dinheiro ao Governo Federal por não cumprir o Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF) por conta da incapacidade de realizar cirurgias eletivas no Hospital Regional de Sinop.
Agora, Kelluby encaminhou documentos que afirmam que mesmo com a contratação de novos profissionais para Sinop os leitos continuarão bloqueados. Isto porque a direção do hospital destinou 18 leitos de clínica médica, que entrará em obras, para o espaço atualmente destinado a 22 leitos bloqueados por falta de recursos humanos. As obras da unidade da Clínica Médica começam no dia 1 de setembro.
“Não será possível a reativação dos leitos hoje bloqueados, mesmo que novas contratações sejam viabilizadas, devido à utilização do espaço físico durante a execução da obra, documento anexo”, diz trecho do documento enviado pela SES.






















