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POLITICAGEM

Prefeita culpa o passado para justificar o presente de uma gestão que parece sem futuro

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) joga a culpa em todos os ex-governadores e ex-prefeitos de Várzea Grande para justificar os desarranjos da sua gestão, criticada pela população e pelos adversários. “Vamos sofrer; não vou resolver problema de 40 anos em 1”, afirma a prefeita bolsonarista. A questão em aberto: a desculpa é “politicagem”?

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(Foto: Assessoria)

 

Diferente do governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), um Abilio “piorado”, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), é um Abilio “melhorado”. Ela é menos tiktok; joga menos conversa fora sobre ideologia, mas tem o mesmo jeitão do prefeito de Cuiabá de se agarrar ao passado para buscar desculpas pelo fiasco da gestão no presente.

Em entrevista ao jornalista Giordano Tomaselli, do site MidiaNews, Moretti atacou o passado para justificar o porquê da sua gestão não avançar. O problema de abastecimento de água em Várzea Grande é o espantalho da vez. Ela rebateu as críticas sobre a piora no sistema de distribuição de água em sua gestão, comparada com a anterior, recorrendo ao passado: o desabastecimento é um problema histórico, mas que está tentando resolver.

“Nós vamos sofrer. Eu peguei o DAE sucateado, peguei a prefeitura sucateada, então o morador tem que ter paciência. Não vou resolver um problema de 40 anos em um ano e meio. Mas estou tentando todos os dias da minha vida, 24 horas do meu dia”, disse na entrevista.

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Na entrevista, a prefeita fez uma acusação contra a população e uma crítica à cultura política de Várzea Grande.

A prefeita fez uma grave acusação em relação aos protestos da população reclamando a falta de água, por exemplo, na região do bairro José Carlos Guimarães. Ela afirmou que os protestos são “criminosos”. Os moradores fizeram um protesto queimando pneus na semana passada, pela falta de água.

 Esses movimentos que queimam pneus estão sendo de um grupo de oposicionistas políticos, não de moradores. Até porque o José Carlos Guimarães é abastecido com água, mas às vezes a gente tem problema da bomba da ETA do Pari, que quebra e não temos bomba reserva.

A população tem que entender que eu peguei o DAE desse jeito, sucateado. Eu preciso de investimento alto para comprar uma bomba que custa R$ 2 milhões para colocar de reserva, fazer uma nova captação do lado da captação antiga para tratamento, fazer os reservatórios…

Agora esses protestos que estão fazendo em vias, até alerto, porque é criminoso. É proibido colocar fogo numa rodovia, numa via pública e a polícia está investigando. Eu não quero deixar ninguém sem água, mas, às vezes, a gente não tem a capacidade para a entregar água naquele momento, mas no outro dia vai”, explica a prefeita.

 A crítica à cultura de Várzea Grande: “campeã de politicagem”

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Agora, usar da água como politicagem… Porque esses movimentos são politicagem. É só para a causar transtorno e, em politicagem, Várzea Grande é campeã”, afirmou Flávia Moretti. A pergunta que não quer calar: se Várzea Grande, segundo ela, é a “campeã de politicagem”, que parte lhe cabe neste campeonato de baixarias?

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